sábado, 14 de abril de 2018

Evolution - ColecoVision


Evolution - ColecoVision


Esse jogo tem uma ideia que foi desenvolvida com um formato que lembra ao de um livro infanto-juvenil, tipo aqueles da série vaga-lume. Ao jogar a gente sente o clima de aventura que Evolution propõe. Mas é uma aventura diferente dos jogos modernos de Master System ou Nintendo porque ele é um jogo de 1983, e ao mesmo tempo ele não foca em somar pontos como o objetivo principal. É um jogo que é parte um jogo de fases e parte um jogo de pontuação. Existe um equilíbrio muito bem feito entre as duas propostas. Geralmente quando algo tenta ser uma coisa e outra ao mesmo tempo, ele falha miseravelmente em ambas. Evolution passou no teste. É divertido, possui fases, soma pontos e convence. Mas isso não significa que ele seja excelente.


terça-feira, 3 de abril de 2018

Pulirula - Arcade



Pulirula - Arcade


Pulirula é um jogo de arcade, é beat ´n up, é da publicadora Taito, consagrada por Space Invaders que é um grande ícone de máquinas "papa fichas" com rendimentos astronômicos em sua época, e mesmo assim, Pulirula não foi feito para ganhar dinheiro. A sensação que eu tenho é que ele foi tipo um jogo de arcade “rebelde” por apresentar apenas uma ideia (ou um amontoado confuso delas), sem nenhuma pretensão de mercado. Eu digo isso porque com apenas uma ficha é possível terminá-lo.

Mesmo o jogador que nunca teve contato com ele, se já estiver acostumado com jogos arcades, vai comprar umas 5 fichas e zerar sem dificuldades. Aliado a isso o fator replay de Pulirula é perto de zero. Imagine só em pleno 1991 você escolher rejogar este, investindo mais uma ficha, ao invés de tantos outros clássicos que precisamente ao seu lado, abarrotavam os já apertados estabelecimentos de jogos no Japão daquela época.

O leitor poderia pensar. Talvez seja um game focado no público infantil então, por isso a facilidade... bem, acredite, este jogo não foi feito para crianças.


domingo, 1 de abril de 2018

Ex Zeus - Playstation 2


Ex Zeus - Playstation 2


Intenso. Essa palavra define o jogo. Além de intenso ele é curto, porém muito divertido. Basicamente um jogo com uma altíssima concentração de arcade nele. Um jogo de Playstation 2 que vai exigir de você reflexos e repetição. Em contra partida ele vai oferecer músicas envolventes, cores lindas, muitas cores e um sistema de jogabilidade perfeito. Se não perfeito, muito próximo disso. Ex Zeus possui “mira livre”.

O personagem está solto na tela e atira para frente em perspectiva 3D. Em outras palavras, ele segue o mesmo estilo do famoso Space Harrier ou jogos onde temos um “X” na tela que movemos como se fosse um cursor de mouse. Mira solta na tela ou um personagem solto, ambos os estilos eu detesto. Não é que eu não goste, é que estes jogos vão de encontro com uma limitação minha. Eu sempre tive dificuldade de jogar e mirar em jogos assim, se é no PC com mouse, até tudo bem mas em consoles... é por isso que eu rasgo elogios para Ex Zeus. O game possui uma jogabilidade tão eficiente que até mesmo eu (um hater biologicamente incapaz de jogar o estilo) pude jogar e progredir bem no gameplay. Mas como é possível? Antes de falar dessa delícia eu quero situar o leitor no clima do jogo.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Delta Warp - Neo Geo Pocket Color


Olha só a ironia das coisas. Foi justamente em um jogo japonês, em um console que ficou quase que restrito ao Japão e que sabe-se lá por que, foi todo feito em inglês (caso notável no Neo Geo Pocket), exatamente nesta fração, nesta pequena janela de possibilidades, que eu encontrei um dos melhores jogos de puzzle que joguei em um videogame. E para as coisas ficarem ainda mais estranhas, o sistema, que eu não consegui fazer o emulador reconhecer a memória flash interna do hardware, se recusa a carregar qualquer save original do jogo. Resultado. Toda a jogatina é perdida após desligar o Retroarch. Exatamente quando um cartucho pirata de Super Nintendo não vinha com a bateria interna e não salvava.

Neste caso eu fui obrigado a usar save state. Usando somente nas telas de password. Evitando, assim, prejudicar o real timing do game. Eu acredito que o save state estraga o prazer original do game, mas aí vai de cada um. Eu até hoje uso um caderno de papel e caneta para anotar eventuais passwords nas minhas jogatinas, tipo os do Mega Man, por exemplo, mesmo tendo um save state, ali, ao apertar do botão. Ainda bem que faz tempo que não jogo International Super Star Soccer Deluxe. Quem jogou vai entender a referência.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

The First Funky Fighter - Arcade


Poucas vezes, aliás, eu acho que é a primeira vez que eu poderia citar um jogo que é de arcade mas poderia facilmente ser de android touch, é importante frisar o touch. Todos sabemos que jogos antigos são adaptáveis aos jogos de smartphone pela sua simplicidade, mas é uma adaptação que muitas vezes não é perfeita pois temos de um lado jogos de botões, dependentes da resposta física deles e do outro lado, uma tela que precisa ser pensada para se adaptar a um jogo sem que fique estranho ou haja perdas nos comandos.

O jogo da cobrinha da Nokia, por exemplo, nasceu em 1976 com o arcade Blockade. É na verdade um port de um jogo arcade antigo e essa inspiração nos arcades e jogos de Atari é recorrente na maioria dos “joguinhos” de celular até hoje. A questão é o toque dos botões, ou a falta deles que prejudica em muitos casos essa tradução das plataformas. Por isso mesmo é uma arte fazer um bom jogo, e que seja um bom jogo para tocar em tela e não mais um jogo que é legal mas ficaria bem melhor com um controle acoplado.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

The Eye Of Typhoon - 3DO


Existe uma misteriosa arte marcial chamada Kuk Cho Ho Kwon que foi herdada desde a dinastia Myoung. Entretanto ela desapareceu e hoje só resta a lenda. Após passarem muitos anos, nações asiáticas como China e Coreia do Sul entraram em estado de caos. Surgiu um boato que forças ocidentais estão procurando por essa misteriosa arte porque alguns lutadores foram destruídos e os segredos do livro de Kuk Cho Ho Kwon está começando a revelar seus segredos…

Alguém ressuscitou a arte? Quem? Mas o que parece mesmo é que o jogo faz uma relação da influência do Ocidente nos séculos XIX e XX na Ásia. Se você perceber nas imagens deste blog é possível ver que as datas de nascimento dos personagens fica entre 1844 (o mais velhinho) e 1887 (a Sauri de 18 anos). São combates que acontecem no início do século XX. Em 1905 para ser mais exato. E isso explica a tela do chefão como sendo um grande palácio europeu tentando remeter aos impérios ocidentais. A abertura do game que faz um americano cowboy levar uma surra do coreano foi uma lambança do pessoal da equipe 3DO, ficou chato e desnecessário, sem contexto, pois no MS-DOS isso não acontece. Acho que no console eles tentaram fazer um confronto de forças tipo Ryu vs Ken, mas não ficou legal. Além do fato de ser em modelagem 3D arcaica, algo que não tem nada a ver com o jogo em si.


domingo, 29 de outubro de 2017

Food Fight - Atari 7800


O único, porém icônico console da Atari que realmente fez sucesso foi o Atari 2600. Depois disso, a empresa fez de tudo que era possível fazer para uma empresa dar errado. Investiu em várias linhas de produtos ao mesmo tempo, negou retrocompatibilidade do seu maior sucesso de todos os tempos, algo que veio depois e tarde, insistiu em usar controles numéricos em uma época que ninguém mais pensaria em usar de novo e justamente no console que se dizia a última palavra em tecnologia na face da Terra com inacreditáveis 64 bits, como eles falavam… faça as contas! 64 é maior que 32. E por aí vai. Mas se tem algo que nunca negou fogo e sempre fez o papel de salvar a marca, esse algo é o seu acervo de jogos arcade. Até hoje eles são usados seja para licenciar um produto de preço e qualidade duvidosa, ou seja para dar esperança que um novo dia virá e a marca “Atari” possa de alguma forma voltar a fazer algo realmente significativo. Mesmo que vampirizando o passado.

O jogo foi lançado em 1983 para arcades e fez um enorme sucesso, depois chegou no Atari 7800 em 1987. Muito provavelmente a empresa estava desesperada para fazer o console dar certo mas nesta época o Nintendo já era sinônimo de videogame e caminhava para virar religião rapidamente. Uma coisa é de se notar. A Atari caiu, mas caiu lutando. Food Fight não deixa de ser um prato requentado de microondas mas era e é um bom jogo. Obviamente se aqui no 7800 ele é bom, lá nos porões cheios de fumaça com nicotina e sons graves de caixas altas de madeira ele era melhor.


Morph - Amiga CD32


No ano de 1993 muita coisa estava acontecendo no mundo dos games. A corrida armamentista Sega vs Nintendo estava no auge, muitas empresas estavam entrando na paranoia do console com CD que prometia ser a mídia eterna e definitiva, consoles diversos pululavam de todo canto e gigantes estavam próximos de aterrissar em nosso solo, especialmente Sega Saturn e Playstation. Uma época bem divertida. Foi neste ano que a Millennium Interactive lançou para o Commodore Amiga CD32 um jogo de puzzle com cara de Super Nintendo e telas de transição com cara de Sega CD. O Amiga CD32 é um console baseado no computador Amiga, e o computador da Commodore já tinha uma longa jornada de jogos publicados, eles não eram novatos e fizeram um excelente console. Pense no Amiga CD32 como um “3DO bem planejado”, isto é, com uma biblioteca de jogos mais robusta, um foco de negócios melhor e uma empresa com mais know how que a Panasonic. Jogos é uma coisa bem pessoal mas o 3DO tinha coisas que eu jamais poderia jogar, neste sentido o acervo do Amiga é mais amigável para mim.


É essencialmente um fenômeno europeu, por isso tanto Morph quanto vários outros jogos do sistema possuem elementos de jogo europeu, coisas que são difíceis de descrever mas que qualquer jogador sente ao jogar e ouvir um jogo oriundo deste continente. Morph. Um puzzle europeu que surgiu em uma época onde o mercado de games parecia mais uma guerra civil, com milícias surgindo de todos os lados.