Postagens

Jungle Hunt: ColecoVision

Imagem
Pensou em Jungle Hunt, pensou no Atari. Não tem jeito, essa é a referência mais próxima e por isso mesmo a minha, e provavelmente, a sua referência também amigo leitor. Acredito que o jogador americano dos anos 80 se sentia do mesmo jeito. Apesar do ColecoVision ser uma máquina que veio bem depois do Atari, a base instalada deste era absurdamente superior ao console da Coleco.
Jungle Hunt saiu para alguns computadores da época e nasceu para arcades. Esta versão do ColecoVision que joguei é uma adaptação dos arcades e não uma releitura do Atari. E foi exatamente por este motivo que eu gostei e também estranhei algumas coisas.
Em Jungle Hunt nossa amiga, mulher, parceira e namorada, é raptada por dois canibais selvagens durante um safari na selva. Claro que nós, agora na pele do personagem principal, devemos resgatar a garota. Vamos ter que pular em cipós, atravessar a nado um rio caudaloso e cheio de crocodilos pixelizados, subir um morro inclinado pulando e desviando de rochedos que …

A Guerra Dos Consoles

Imagem
O post a seguir é uma breve resenha do livro somada a minha argumentação pessoal. Portanto nem tudo que o post cita se refere ao livro, sem perder, obviamente, a intenção de resenha e divulgação da obra.


A Atari entrou em uma mata fechada com uma foice na mão e teve que praticamente sozinha abrir um caminho na marra e mostrar as pessoas em geral o que era aquele “brinquedo” estranho que podia ser ligado em uma TV e que a empresa chamava de “videogame”. As pessoas conheciam videogames superficialmente até 1977.
O Pong fez um enorme sucesso comercial mas não chegou a criar uma cultura, uma febre dos videogames que pudesse ser reconhecido pela dona de casa ou pelo balconista do mercadinho. O Odyssey, por outro lado, vendeu pouco em relação ao mercado potencial e os arcades eram coisas alheias do cidadão comum norte americano, que chega em casa, pega uma cerveja e senta no sofá para ver os jogos de baseball. E eu falo de uma época em que o Atari 2600 estava chegando nos lares americanos …

Video Games: Um Livro Antes do Crash de 83

Imagem
Como tudo começou… É engraçado ler um livro de 1982 falando em “tudo” bem na capa! Mas como assim tudo? Na verdade o negócio começou em 72, e ver uma publicação falando de algo com 10 anos como se tivesse 50 é engraçado e interessante.

O livro vem com o objetivo de ensinar, de ser tutorial e didático. Se muita gente está comprando videogames caseiros (termo da época para diferenciar dos arcades), essas pessoas precisavam entender o básico de computadores e videogames. E é com esta proposta que este livro de 1982 chega nas bancas e livrarias. Cohen, o autor, faz um breve texto abordando o que é videogames, como instalar e onde comprar. Além de dicas de jogos e algumas ideias sobre o futuro do novo entretenimento.




Programável = Trocar cartuchos
Um termo da época bem estranho é o “programável”. Ora todo console que tinha cartuchos, era por definição “programável”. Isso surge porque nesta época o Pong e seus clones eram dominantes, foram ultrapassados pelo Atari 2600 e similares mas era …

Videogame Na Cabeça: Revista Veja 9/12/1992

Imagem
Mania de Última Geração
"O poder de fogo dos videogames, o brinquedo mais sofisticado que a industria de lazer já lançou, apaixona as crianças, preocupa os pais e ressuscita uma antiga discussão. Seus críticos alertam contra a alienação promovida pelo uso obsessivo, enquanto seus defensores aplaudem o estímulo a funções cerebrais. Na artilharia cruzada, cresce uma das maiores indústrias de diversões do mundo."
Essa foi a chamada de índice da revista Veja de 9 de Dezembro de 1992. O videogame era a matéria de capa. Em 1983 os videogames explodiram no Brasil. O Atari da Polivox e seus clones começaram a construir uma cultura do videogame no país. Logo em seguida em 1989 aproximadamente, a geração dos clones de Nintendo e o Master System reafirmavam o gosto do brasileiro por videogames. E agora chegamos ao ano de 1992.

Um ano bomba, cheio de eventos sociais e políticos que abalaram o Brasil. Um desses eventos foi a força que Mega Drive e Super Nintendo alcançaram nas mentes e no…

Jogos Eletrônicos & Eu

Imagem
Marcus Garret é um colecionador de videogames. Mas antes de colecionador, ele é um ser humano. Óbvio. Certa vez um professor que eu tive na 7ª série do fundamental disse isso para mim ao corrigir um texto meu.
"Ulisses, o óbvio também precisa ser dito. Quando você escreve, não escreve para você mas para outra pessoa."
O que meu professor dizia era que o óbvio para mim poderia não ser para quem lê e vice-versa. E quando eu faço esse destaque, "antes de colecionador ele é um ser humano", eu destaco exatamente a essência deste livro.
O livro é todo recheado de causos e lembranças do autor com o tema videogames e computadores como pano de fundo. Misturado com um sabor de biografia que unido ao estilo divertido e rico que o Marcus escreve, faz do texto algo muito gostoso de ler.
O lado humano fica bem exposto na escrita dele, fazendo um contraste interessante entre coisas eletrônicas e experiências de vida, como amigos e família.
Um dos pontos fortes do livro é como co…

Medal Of Honor: Playstation

Imagem
Observação:
As imagens do post receberam um leve aumento de contraste porque o game é um pouco escuro e não possui um medidor de brilho nas opções, como acontece em alguns jogos do Playstation.
Clima. Essa é a palavra que define o jogo logo de cara, antes mesmo de jogar. Toda ambientação de Medal of Honor é analógica, claro, uma imitação do mundo analógico dos anos 40 da Segunda Guerra Mundial.
As telas de password, fases, options tudo é pensado para se adequar a um QG americano daqueles tempos. É um “filtro de época” perfeito.
Isso já te coloca no clima do jogo. Um jogo que na sua movimentação básica não usa os analógicos, é possível usar, mas todos os comandos “cabem” direitinho no controle original, e eu prefiro usar o D-pad ao analógico, pelo menos neste jogo, e mesmo assim, tudo flui muito bem e todos os comandos ficam na medida para se posicionar e atirar.
O direcional movimenta frente, trás, e olha para os lados. Os botões de ombro superiores andam para esquerda e direita e os…