50 Jogos de Atari Que Mais Gosto de Jogar

O Atari possui muitos jogos bons, muitos jogos ruins e uma imensidão de jogos estranhos e esquecidos. Esta lista traz os jogos que eu mais gosto de jogar com frequência. Não é uma lista dos melhores jogos, não é uma lista dos mais estranhos, aliás nem se quer é uma lista por ordem de grandeza. São apenas os 50 jogos que eu mais gosto de jogar listados em ordem alfabética. Eu jogo muito mais do que isso e principalmente, gosto de outros tantos jogos que não aparecem nesta lista. A intenção deste post é destacar alguns que mais eu tenho o prazer de revisitar quando eu pego o sistema Atari para por em dia a jogatina.

O texto é uma breve descrição dos jogos e de forma alguma deve ser entendido como um review. É apenas uma descrição leve sem entrar em maiores detalhes. O objetivo do texto é ilustrar a imagem, informações mais densas sobre cada jogo é papel para um texto mais específico, embora assim que possível, eu faço questão de adicionar alguma coisa interessante.

Jogar Atari é ter com a simplicidade e perfeição do movimento. Quando começamos uma partida, nossos corações e sentidos são requisitados de imediato, não existe espaço para a dúvida com este console, não existe espaço para definir estratégias refinadas, só existe você e os pixels cintilantes na tela da TV. Dentro do mundo e do universo Atari, o jogador precisa manter a calma e reagir ao desafio extremo, precisa redefinir seu conceito de dificuldade e principalmente, transferir todas as suas emoções através do botão vermelho e buscar de maneira humilde, a sua melhor pontuação.
Jogar Atari, é se divertir bem perto do coração da máquina.


Adventure


Por ironia e provavelmente por uma escolha técnica, devido as limitações do console, Adventure foi pensado para ser simples ao máximo. Privilegiando apenas a jogabilidade e um level design funcional. O game é simples no visual e bem mais complexo no gameplay. É um game de ação e aventura ao mesmo tempo. Sua missão é encontrar um cálice sagrado e levá-lo até o castelo. Uma missão aparentemente simples, mas que se torna bem mais instigante quando temos morcegos e dragões que vão fazer de tudo para impedir que os planos do nosso herói (um quadrado) se concretize. Adventure foge completamente do padrão Atari, isto é, dar reset e sair apertando o botão vermelho loucamente, não, em Adventure, é preciso muito mais do que isso. Em outras palavras, não é um game facilmente compreensível a qualquer um em um primeiro contato sem que tenha um manual ou alguém que já saiba como jogar para dar as dicas iniciais. Adventure é um jogo que exige bem mais do jogador do que um simples e frenético apertar de botões.



Atlantis


Eu sou apaixonado por Atlantis, sua tela inicial poderia virar um retrato em uma parede facilmente, é linda a arte da cidade perdida no fundo do mar que o game retrata. O objetivo é defender a cidade da ofensiva aérea. O game vai somando pontos até o quanto você puder defender Atlantis, mas se todas as instalações forem destruídas, o jogo termina e uma animação incrível de uma pequena nave cruzando o céu indica que pelo menos você e quem sabe alguns humanos a mais, conseguiram escapar.



Air Raiders


A visão é em primeira pessoa. O painel da aeronave é a sua tela. Nele, informações como altitude, aviões abatidos e número de tiros disponíveis, está em destaque e é com essas informações que temos que administrar, além é claro, de uma linha na parte inferior que indica combustível. Enfim, um simulador de avião de guerra completo. Você decola, aterriza, abate inimigos e sofre danos também. O mais legal no jogo é o trabalho que temos que fazer com voos em diagonais para pegar oponentes e a atenção quase que o tempo todo focada na altitude. Outra característica marcante em Air Raiders é que não temos munição infinita e portanto cada rajada de tiro é cuidadosamente desferida, muitas vezes trememos os dedos para conseguir colocar a aeronave inimiga exatamente na mira para não desperdiçar tiros, e tudo isto in game, é muito difícil essa estratégia porque mirar neles geralmente exige manobras em diagonais e mantê-los dentro da mira nestas condições é o que torna o desafio deste jogo sua maior atração. Em outras palavras, Air Raiders é um River Raid em primeira pessoa sem perder em nada na qualidade de gameplay.



Battlezone


É quase um simulador de combate de tão bem feito que é este game. O objetivo é destruir os tanques inimigos que aparecem no horizonte. É algo notável, é difícil acreditar que ele seja mesmo do Atari e que seja uma produção do ano de 1983, é muito provável que tenha sido o melhor jogo com o selo da empresa, em geral, a Activision era soberana com o Atari 2600 na minha opinião, os jogos da Activision facilmente se destacam como superiores a média dos jogos da empresa Atari, mas com Battlezone isso não acontece. Battlezone é absurdamente bem feito para um console com as limitações que o Atari possui. Basta olhar que o desenho do tanque é perfeito e além disso ele está inserido em um ambiente que mescla a terceira com a primeira pessoa, isto é, você tem a visão como se estivesse lá, dentro do campo de batalha, mas ao mesmo tempo, você pode ver parcialmente metade de seu tanque. Um jogo que graficamente, provavelmente chega ao limite do Atari 2600.



Base Attack


Base Attack é um "Atlantis com papéis trocados". Controlamos uma nave que deve atacar uma cidade. E esta cidade está protegida dentro de uma espécie de labirinto de paredes que tem a função de dificultar que nossos tiros caiam bem em cima delas. É muito difícil não se sentir como um invasor ao jogar Base Attack, principalmente depois de jogar Atlantis tantas vezes. Em geral, nos arcades, os inimigos vem de cima, vide Space Invaders ou Megamania, mas aqui, os programadores resolveram inverter as coisas e colocaram nós, jogadores, na parte superior e com a missão de destruir cidades, quer dizer, destruir e não defender. É claro, o nome já responde muito do jogo. Estamos atacando uma base inimiga, não exatamente uma cidade, mas mesmo assim, fica uma sensação de que somos os caras maus e não o oposto. Um destaque é que ao contrário de Atlantis, onde estamos no chão com apenas 3 vias de ação (canhões) para atirar, em Base Attack nossa nave pode atirar tanto no chão para acertar as instalações, quanto para os lados, já que a base envia tropas aéreas para tentar deter nossa ofensiva. Um jogaço do Atari e muito pouco conhecido, jogue...jogue Base Attack loucamente se puder!



Beamrider


A perspectiva 3D do game é um show à parte, nossa nave deve destruir as naves alienígenas e ao mesmo tempo devemos destruir um sentinela que eventualmente aparece no topo da tela e só é vulnerável aos nossos torpedos que são em quantidade limitada, temos os tiros normais infinitos que usamos nas naves e temos os torpedos que usamos apenas em situações especiais, como na destruição das sentinelas.



Berzerk


Um grande clássico dos arcades chega ao Atari e com muita qualidade. É claro, não possui o arsenal de vozes digitalizadas que fizeram a fama da versão dos arcades, mas em compensação, a jogabilidade foi mantida quase intacta. Você está dentro de labirintos e precisa escapar de robôs programados para te destruir. Você é o intruso neste ambiente e uma horda de robôs mais um elemento surpresa, vão fazer de tudo para destruir o ,nas palavras deles, humanoide invasor.



Bowling


Nada demais, é um jogo de boliche, mas é simples e divertido tentar derrubar todos os pinos e bater seu próprio recorde ou jogar de dois, o que deixa o jogo muito mais divertido ainda. Eu tinha este jogo nos cartuchos 4x1 do Atari Dactar. Interessante que depois do Atari, eu nunca mais joguei nada sobre boliche em consoles posteriores e claro, com gráficos melhores, pensou em boliche, pensou em Bowling do Atari 2600.



Boxing


Não entendo porque até mesmo alguns jogadores acostumados aos jogos Atari e até mesmo alguns que eram da época Atari, possuem um certo desconforto em relação ao visual deste jogo. Eu sempre o achei fantástico, com uma movimentação absolutamente suave e responsiva, é um game feito para jogar de dois por excelência, mas alguns criticam o fato dele ser top down, e outros nem sequer entendem o desenho visto por cima dos lutadores ali, tudo bem que o sistema em muitos casos exigia um certo grau de imaginação, mas não ver que ali nós temos dois boxeadores visto por cima é complicado entender, para crianças eu até entendo a dificuldade, mas jovens da época ou de hoje não tem desculpa. Podemos fazer combos contra a máquina ou no segundo controle. Boxing é friamente preciso, se você ganhou ou perdeu, a culpa é toda sua.



Breakout


Este clássico é a evolução de Pong. Jogos no sistema "bolinha com barras" era muito comum no início dos arcades. Variações do jogo Pong existiam aos montes, mas era tudo um conjunto de coisas formadas pelos mesmos elementos, a bolinha e a barra ou barras. Breakout trouxe uma bela inovação em dar ao jogador algo a mais para fazer além de rebater um pixel quadrado de um lado ao outro da tela. Jogar Breakout é beber da mais pura fonte do início, dos primórdios, da origem, da essência do... ok, já deu para entender. Jogar Breakout é jogar o conceito da palavra videogame.



Centipede


É preciso destruir a centopéia, é preciso destruir aranhas, é preciso destruir tudo que se mexe na tela. Centipede é a versão biológica de Space Invaders. Um jogo que oferece um gameplay muito intenso pelo fato da tela ser coberta com os restos da centopéia, restos que também devem ser destruídos. Da mesma forma que em Adventure somos um quadrado, aqui isso se repete, somos um quadrado que tem uma certa liberdade de subir e descer na tela, o que de forma alguma torna o jogo mais fácil.



Chopper Command


Em Chopper Command pilotamos um helicóptero e precisamos destruir naves e outros helicópteros hostis, limpar a tela e o espaço aéreo é fundamental para que nossa missão seja cumprida. A missão de defender um comboio de jipes que seguem sua rota "tranquilamente" na base da tela. Eu chamo Chopper Command de Defender Off Road. Este apelido é porque a mecânica de tiros é bem parecida com Defender e estamos sobrevoando um deserto, não o cosmos. Um belo por do sol ao fundo e os carrinhos na base da tela onde é possível reconhecer até a animação das rodinhas girando são detalhes impressionantes dos gráficos.



Commando Raid


Que jogo! A situação é a seguinte. Você está dentro de um bunker abaixo do nível da cidade. Logo ao lado existem várias casas e prédios residenciais mas... logo acima, em um céu que reproduz o por do sol mais bonito da história dos videogames, temos uma ataque massivo de caças e helicópteros que além de atacarem com tiros, soltam paraquedistas treinados para injetar uma bomba subterrânea dentro da nossa base de defesa. A animação dos paraquedistas caindo e a animação deles construindo túneis para chegar ao ponto central onde estamos é de cair o queixo. O jogo todo é um presente em 8bits para quem gosta do Atari. Podemos perder de duas formas. Ou os paraquedistas vencem seu poder de tiro, porque são muitos caindo ao mesmo tempo, e atingem o solo para detonar a bomba... ou um caça especializado solta uma verdadeira bomba H, lá de cima, em linha reta bem em nossa direção, o que obviamente é nossa derrota se ela chegar até nós. Explosões lindas, telas cintilantes e um desenho de personagens bem marcantes fazem de Commando Raid o jogo que causou inveja na concorrência e foi produzido pela US Games, uma publicadora que não era a elite dos jogos Atari... quem diria.



Cosmic Ark


Muitos jogos de Atari são tela fixa, isto é, tudo acontece só ali naquele ambiente gráfico. Alguns jogos mudam de cor, outros aumentam a velocidade ou inserem personagens novos, mas tudo dentro da mesma cena, por outro lado temos jogos de Atari como Cosmis Ark que alternam cenas. Não necessariamente um game com mais cenas é melhor mas a dobradinha que Cosmic Ark faz ficou muito interessante! Na primeira tela temos uma grande arca espacial tentando escapar do ataque de asteroides em sua rota e logo em seguida, essa mesma nave "aterriza" em um planeta alienígena para pegar a amostra de dois seres (um casal, entendeu a referência à Bíblia e a arca de Noé?) deste planeta e fugir a tempo de não ser atingido por duas plataformas que disparam incessantemente raios em sua direção e também um asteroide extra, que aparece do nada mesmo próximo da superfície, para destruir a grande nave Cosmi Ark. Mas é agora que a coisa fica bonita, quando a nave mãe chega em um planeta, ela solta uma navezinha bem menor que deve fazer a "caça", mas essa navezinha é nada mais nada menos que aquela nave lá do jogo Atlantis, que desaparecia quando chegávamos ao game over. Como os dois jogos são da Imagic, a empresa fez questão de fazer Cosmic Ark uma continuação direta de Atlantis. Uma mistura de religião com mitologia que ficou bem interessante, é só jogando para saber o quanto é divertido jogar Cosmic Ark!



Cosmic Commuter


Uma missão de resgate sensacional. Já no início temos que pousar nosso foguete na tela, a representação de uma física instável é bem realista, parece mesmo que temos um objeto muito pesado no controle. Após o pouso, se for bem sucedido, saímos com uma pequena nave em busca de cientistas espalhados sobre a superfície do planeta, eles ficam com os braços estendidos em sinal de ajuda. Devemos resgatar esses humanos e ao mesmo tempo atirar em objetos retangulares espalhados pela tela. Logo abaixo na tela temos o contador de combustível e também informações de humanos em perigo e onde estamos geograficamente posicionados. Todos elementos que lembram Defender e jogos similares. Não é um jogo da elite dos games da Atari, mas não peca em transmitir boa jogabilidade e diversão, afinal de contas é um game com o selo da Activision e o programador é o mesmo de H.E.R.O, um dos melhores jogos de todos os tempos.



Crackpots


Jogos bem humorados geralmente perde pontos comigo. Não que eu seja mal humorado, mas é que ao fazer um jogo engraçadão, é preciso ter muito cuidado para não cair no comum e acabar fazendo um jogo bobo e sem graça. Ao fazer jogos mais "sérios" como em Atlantis que devemos defender toda uma civilização, ou em H.E.R.O, que devemos resgatar pessoas dentro de minas, eu tenho a impressão que fica mais fácil transmitir um desafio pelos bits do Atari pela temática mais séria. Crackpots é bonitinho, engraçado e divertido. Estamos em cima de um muro repleto de vasos com flores e de lá devemos derrubar aranhas que vão subindo em nossa direção. Até uma entrada de esgoto na lateral da rua os programadores tiveram o trabalho de fazer. E claro, sendo um jogo da Activision, temos o famoso e repetitivo, porém não enjoativo, por do sol ao fundo dando todo um clima urbano com a silhueta de prédios ao fundo. Um destaque é a forma escolhida para a fase ficar mais difícil. Um besouro passa na horizontal da base da tela e recorta uma faixa do nosso muro, recorte uma linha dele e obviamente um muro mais baixo é mais difícil, já que as aranhas podem chegar ao topo mais rapidamente.



Crash Dive


Quando eu joguei pela primeira vez, tomei um susto com este jogo. E olha que este jogo eu joguei muito tempo depois nos emuladores, nunca vi este game na época, ao contrário da maioria esmagadora desta lista com 50 jogos, que eu joguei nos anos 80 e 90. A tela que aparentemente é um plano 2D, na verdade nos engana, a forma que o jogo foi desenhado faz com que a metade da tela, a parte em azul mais intenso, seja a transição entre a superfície do mar e seu interior. Em uma primeira vista tem-se a impressão que é tudo um fundo sem perspectiva, mas ao tocar a divisão do azul com o azul mais claro, um som grave devastador nos informa que entramos na água do mar, e aquele plano em azul mais escuro nos revela que tudo aquilo é uma superfície e não uma "parede pintada". Essa mudança de perspectiva em si já faz um belo efeito no game e por isso merece destaque. Controlamos um submarino voador (ou seria um avião mergulhador?) e por isso podemos transitar entre os ares e o fundo do mar. Temos 3 planos no game. O ar, com jatos e helicópteros irritantes, a superfície do mar, com navios de guerra prontos a nos atacar e o fundo do mar, com peixes mal humorados e seres dos mais variados tipos... e temos mais um! A base da tela, o fundo do mar, lá na sua areia, também podemos tocar este ponto e pegar itens diversos que eventualmente é protegido por um tipo de dinossauro bípede que lembra uma versão humanoide do monstro do lago Nintendo Ness.



Demon Attack


A mecânica e os gráficos de Demon Attack não surpreendem, seguem o mesmo estilo do manjado sistema de jogos de tiro no Atari. Seres alienígenas atacando de cima da tela e você, ali embaixo, com uma nave escorregando da direita para a esquerda tentando desviar dos tiros e mirar nos inimigos. Mas o que faz dele um game diferenciado são as variações que os aliens atacam e muito mais do que isso, as variações gráficas dos seus tiros. Belos tiros ora em forma de laser contínuo, ora em forma de pequenos pixels granulados, igual aquele pacotinho de chocolate que a gente compra para por em cima do brigadeiro. Nós possuímos uma nave, um tipo de canhão que é vazado e demonstra exatamente o momento que está com ou sem carga. É possível ver o projétil de nossa bala dentro do canhão, e mais legal do que isso, ao atirar a bala sai e deixa seu espaço vazio até que novamente é reposta outra munição. São coisas assim que fazem de Demon Attack um jogo com mecânica vulgar, mas com um visual e animação das mais puras safras gamísticas. Demon Attack poderia muito bem se chamar Demon Attack Reservado Cabernet Sauvignon 1982.



Donkey Kong


Provavelmente desta lista de 50 jogos, Donkey Kong seja o mais conhecido. Portanto não devo descrever muito dele, mas para quem não é do time Atari e quer conhecê-lo, eu deixo só um recado: Jogue! Jogue feito um louco! Só assim você vai entender como a franquia Mario foi melhorando no decorrer do tempo, ah! sim, é claro, nosso personagem principal se chama Jumpman que viria a se chamar um tempo depois, simplesmente de Mario, o Mario Bros, símbolo máximo da Nintendo e uma nova religião para alguns, dizem. Quando Donkey Kong chegou aos arcades, o jogo foi vítima de um processo movido pela Universal Studios que alegava ser cópia do seu icônico filme King Kong. A Nintendo venceu e a Universal teve que aceitar o óbvio. O game, mesmo que fosse inspirado no filme, estava muito longe de usar alguma coisa que realmente utilizasse da propriedade intelectual da Universal.



Enduro


O melhor jogo de corrida do Atari. O som é ótimo e o desafio é alucinante em fases mais avançadas. Um destaque são as mudanças do tempo no decorrer da corrida. Enfrentamos a noite, o entardecer e até a neve, tudo que um enduro de verdade poderia oferecer de contratempos. É um game que exige reflexos acima de tudo, um típico jogo de Atari.



Fantastic Voyage


Aqui nós estamos dentro das veias de um ser humano e nossa missão é destruir placas de gordura e outros elementos nocivos que estão no sangue do nosso paciente. O jogo é baseado em um filme que também tinha esta premissa. Nós fomos miniaturizados e nossa nave também. A partir disso fomos injetados nas veias de alguém para cumprir esta missão de limpeza. O ponto forte em Fantastic Voyage é o som. Tú... Tú... Tú... e esse som agudo de máquina que monitora batimentos cardíacos não para, e o mais interessante é quanto mais dano nossa navezinha levar, mais rápido é a pulsação do paciente e mais rápida é a frequência dos sons, culminando com o momento em que temos o clássico e fatídico... Tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Um som contínuo e agudo, indicando que nosso paciente foi perdido, e nós também.



Fathom


É difícil de acreditar que este jogo seja de 1983. Primeiro, ele possui uma tela de abertura. Segundo, ele possui várias telas de ação diferentes. Terceiro, os efeitos sonoros imitam a flutuação da água e passa a sensação de algo marítimo, tipo a fase icônica de Donkey Kong Country (Super Nintendo) no mar, é claro, guardada as proporções mas... a sensação de algo aquático é muito vivo em Fathom. O jogo possui uma história, um roteiro simples mas bem definido, fácil de entender, mesmo sem manuais. Uma bela sereia está presa no fundo do mar, dentro de uma jaula, e controlamos um golfinho e uma gaivota para recuperar pedaços da chave para libertá-la. É sensacional porque ora estamos controlando o golfinho e ora temos que acessar a gaivota, e portanto, o game traz desafios no mar e no céu. Os gráficos são sensacionais, parece muito com um jogo do nível de um Master System ou de MSX, é lindo. Apenas graficamente falando, eu diria que Fathom e Snoopy são os dois jogos mais bonitos do sistema Atari.



Flash Gordon


A nave de Flash Gordon deve atingir vários pontos pré determinados no mapa de uma cidade que foi tomada por aliens. No trajeto devemos recuperar astronautas perdidos e destruir tudo o que estiver por perto. Existe uma sincronia entre nós e o mapa. Ele indica o que devemos fazer e para onde ir.Também indica a presença de inimigos. Ao atingir todos os pontos marcados e destruí-los, passamos de fase. O destaque de jogos como Flash Gordon é que aos poucos estamos saindo da premissa atariana de apenas fazer pontos, missões e lugares a atingir já são perceptíveis em jogos como este.


Frankenstein


A ideia do jogo é pegar tijolos para construir uma barreira antes que o Frankenstein consiga carregar energia suficiente e possa se levantar. O tijolo está bem longe no canto inferior direito da tela e começamos lá em cima bem próximo do Frankenstein. O game é muito denso porque apresenta várias situações de desafio em uma única tela. Existe um momento em que a tela muda mas é por um breve momento. A tela está dividida em 3 partes. Na parte superior temos Frankenstein, e é aqui que devemos colocar os tijolos para construir as barreiras, temos a parte central da tela, onde ocorre cenas de pulos de buracos e aranhas, e a parte de baixo com uma região liquida repleta de um ácido onde não podemos cair. Esta parte em especial lembra as lagoas de jacarés em Pitfall. Após passar por tudo isso devemos pegar o tijolo e voltar todo o caminho até o Frankentein! O destaque fica para os efeitos sonoros bem pesados e a tela de game over que chega a assustar, digamos que é uma tela bem... temática. Os programadores da Data Age souberam usar os sons de uma forma bem inteligente para causar apreensão e medo no jogador, inclusive na tela de game over, onde isso ocorre de forma mais decisiva.



Frostbite


Em Frostbite você precisa correr contra o tempo, pisar em várias placas de gelo, construir seu iglu e entrar nele, isso antes que um urso te pegue. O jogo ocorre sempre na mesma tela mas ao subir de fases, as placas se modificam e oponentes novos surgem. Um movimento de sobe e desce constante que lembra muito a mecânica de Q-Bert, só que em um ambiente mais linear. No canto superior esquerdo temos um contador de tempo. É preciso agir antes que o tempo acabe, só que na verdade o tempo é uma representação da temperatura em Fahrenheit não em Celcius. Começando em 45°F = 7C° e acabando em 0° = -17C°. O legal é que obviamente o programador estava pensando em colocar um tempo de 45 segundos para o game, mas ao transferir essa numeração diretamente como se fosse um termômetro registrando a queda de temperatura, os valores ficaram críveis com a realidade, onde 7C° para um americano/europeu é totalmente aceitável e com -17C° a coisa complica e é preciso entrar no iglu. Essa criatividade dos programadores é que fazem de muitos games de Atari algo totalmente único.



Gravitar


Nenhum jogo consegue transmitir a física da gravidade no espaço como Gravitar faz. Sua nave é basicamente um pequeno triangulo que pode ejetar uma propulsão para se movimentar em qualquer direção da tela, e ao apertar para baixo, temos um sistema de captura para absorver cargas que nos dá mais energia de propulsão. Temos uma dualidade entre um mapa principal onde temos a ação do sol e sua gravidade nos puxando para o centro, e também outros lugares para serem explorados. Ao entrar em um planeta, todo um novo mundo aparece e dentro dele devemos destruir os inimigos para poder sair. Não existe pixel grátis neste jogo, cada "baforada de propulsão" dada para nos manter suspensos, custa pontos e devemos estar sempre atentos para não zerá-los, do contrário, perdemos uma vida.



H.E.R.O


Ah! H.E.R.O... o meu preferido, não escondo de ninguém, se este fosse um "Top 50" dos melhores, H.E.R.O seria o número 1. Eu fiquei estasiado quando joguei H.E.R.O pela primeira vez. É tão inteligente, colorido, cheio de mecânicas, mesmo com apenas um botão, enfim, é tão diferente de tudo que tínhamos na biblioteca do Atari, H.E.R.O é absolutamente inigualável. A sua missão é resgatar um mineiro preso no fundo de uma mina, só isso. Mas as fases são todas diferentes, cheias de armadilhas de surpresas, as fases são incríveis. O próprio H.E.R.O é incrível, possui um peso próprio, é possível sentir o peso do personagem, sua cadência. H.E.R.O é um jogo de Atari mas poderia muito bem ser de Nintendo ou Master System, tanto visualmente quanto pela sua mecânica. Eu diria que H.E.R.O não foi ao limite do Atari no que tange a poderio gráfico, mas foi ao limite no quesito level design e física do personagem. Nenhum, absolutamente nenhum outro jogo de Atari, mesmo os bem posteriores, como os jogos feitos em 1987, por exemplo, mesmo assim, nenhum deles chegaram onde H.E.R.O chegou.



Jungle Hunt


Em Jungle Hunt precisamos pular de cipó em cipó, nadar em rios caudalosos cheios de crocodilos famintos, pular rochedos que caem ladeira abaixo e superar a dança mística de um nativo que mantem sua garota presa em sua aldeia. É uma história de resgate e cheia de fases diferenciadas, algo bem notável para o sistema. Depois de jogar Jungle Hunt várias vezes seu coração apenas ouve uma única canção...Tan... tan tan tan/ tan tan tan... tan tan tan... só quem jogar vai entender.



Keystone Kapers


Conhecido como o jogo de "polícia e ladrão", Keystone Kapers está entre os mais famosos jogos para Atari. Sua missão é pegar o bandido. Você é um policial inglês que corre por entre corredores e escadas rolantes de um shopping ou algo parecido e temos um tempo determinado para pegar o bandido. Você pode escolher entre usar as escadas ou usar elevadores, e cada momento exige uma decisão, em fases mais avançadas, os corredores enlouquecem com diversos objetos soltos em sua direção para atrapalhar a perseguição. Ao tocar no bandido, tudo para, e começamos outra vez, uma nova fase. Um fato que eu destaco do game é o som dos passos do seu personagem, pá pá pá pá pá pá pá, quase uma "metralhadora sonora" ditando o compasso da perseguição e em momentos que temos de entrar em escadas ou elevadores, esses passos param e o "barulho do silêncio", aqueles segundos em que esperamos sem ação, quase que rivalizam com as mais modernas e eficientes técnicas de torturas que um agente da KGB ou CIA poderiam oferecer. Keystone Kapers é um simulador ingênuo de uma realidade social que não existe. Mas a realidade não pode ser processada com o poder computacional de 8bits. E por isso mesmo, Keystone Kapers continua atual na função de fuga e divertimento.



Krull


Se tem um jogo que poderia rivalizar com H.E.R.O em termos de mecânica, esse jogo é Krull. Baseado no filme de mesmo nome, em Krull somos surpreendidos por bandidos que raptam sua esposa bem na cerimonia de casamento, e neste primeiro encontro, você perde, é impossível impedir que este evento ocorra. O jogo foi feito para que você perca a noiva para os bandidos in game, sensacional, depois disso temos que resgatá-la. Isso é genial. Estamos no Atari em 1983, e o jogo propõe essa dinâmica de vingança e busca mas não deixa as coisas prontas como acontece em Mario, onde não temos ação no primeiro evento do rapto da princesa, não, aqui em Krull, o programador fez questão de te fazer sentir na pele a perda da sua garota, uma luta impossível de vencer pois é preciso que ocorra o rapto para que você comece a jogatina. É uma verdadeira intro jogável em pleno Atari. O jogo segue com várias fases diferentes e alguns efeitos gráficos de cair o queixo, e neste quesito, efeitos gráficos, supera até mesmo meu grande amor, o jogo H.E.R.O. Krull deveria ter o mesmo reconhecimento que outros jogos mais famosos possuem, é um game que merece ser descoberto por muitos jogadores, mesmo os das antigas.



Laser Blast


Mais uma vez uma batalha no espaço. Quando um jogo possui um tema banal ele precisa de algo para sair do lugar comum... e Laser Blast tem algo com certeza. Seu laser é definitivamente... Blast! Impressionante o efeito de impacto que o laser da nossa espaçonave desfere ao solo para acertar canhões lasers inimigos, e mais ainda, os inimigos também possuem um sistema de tiros similar. Durante a partida a tela inteira se enche de luz com as explosões e também com o traçado que o laser marca na tela. Se algum dia seus pais falaram: -O videogame vai estragar a televisão... imagine se eles estivessem passando pela sala e olhassem para a tela, olhassem uma partida de Laser Blast, iriam ter um ataque de nervos, o laser é um feixe extenso e intenso que risca a tela inteira e se acerta algum alvo, logo vem um som grave e potente aliada a uma explosão. Interessante é que quando somos atingidos, não explodimos de imediato, mas caímos lentamente até atingir o solo, e o mais legal disso tudo, durante a queda obviamente não podemos atirar, mas ainda temos o controle de direção lateral, o que significa que ao sermos atingidos, podemos direcionar a nave em queda em cima do canhão que nos derrubou! Sim, é um sistema kamikaze, e ainda por cima vale pontos caso o alvo seja atingido. Muitas vezes no Atari acontece coisas assim, basta uma mecânica boa e um detalhe relevante e pronto, temos um grande game. Bom, o cara que programou o jogo é o mesmo que fez Pitfall, o lendário David Crane, portanto ele sabia exatamente o que estava fazendo.



Laser Gates


Em laser Gates temos a missão de destruir detonadores que estão posicionados dentro de um super computador que é responsável em manter a paz e a ordem da galáxia. O jogo apresenta o visual que se assemelha em muito com Gradius ou os jogos de navinha mais "modernos", inclusive com paredes que podem ser destruídas através de tiros para abrir passagem, uma característica típica dos jogos de navinha da Nintendo, mas que já aparecia em Laser Gates. Um momento icônico é quando chegamos no detonador, ele é basicamente o desenho de um circuito integrado com o número 6507... ora senhores, 6507 é o número do processador do Atari. E adivinha quantos pontos ganhamos ao destruí-lo? 6.507 pontos.



Megamania


Bem no estilo "atire em tudo que se mexe", Megamania é um desafio de nervos e reflexos. Vários seres alienígenas que se parecem com fast food caindo do céu despencam em sua direção, e você na base da tela deve eliminar todos correndo de um lado ao outro e atirando no timing correto. O que eu gosto em Megamania é a dança, o padrão de movimentação dos ataques, quando estamos jogando por um certo tempo sem morrer, a tela fica parecida com um pedaço de retalho ou algum tipo de tecido trançado devido a velocidade em que os seres caem e sua configuração isométrica na descida quase hipnotiza o jogador. Megamania é ação até o fim, um game totalmente focado em reflexos e que não teve preocupação nenhuma em ser diferente disso. É muito bom porém limitado.



Marine Wars


Dentro de um Navio de guerra temos que destruir os navios inimigos e aviões, que aparecem em fases adiantadas, somar pontos e limpar a tela é nossa missão. Os tiros são lentos e cadenciados, portanto mira e timing são fundamentais para vencer. Se nos deslocamos muito para qualquer um dos lados da tela, automaticamente a correnteza dos mares nos leva de volta ao centro, isso cria quase que uma dança entre nós e os inimigos que aparecem espalhados porém em fila nas partes superiores da tela. Quanto mais longe um navio inimigos está, mais pontos ele vale. Um ponto incrível que merece destaque são os efeitos de explosões, não é aquele apito agudo e distorcido que ocorre em muitos jogos pobres de Atari, nada disso, as explosões aqui são lindas, tanto sonora quanto visualmente, a tela inteira brilha com elas.



Midnight Magic


A mágica dos jogos de pinball estão bem representadas no Atari. Em geral por si só os jogos de pinball são um nicho dentro dos estilos de jogos de videogame, que ironia, as máquinas eletromecânicas símbolos máximos da palavra fliperama acabaram em segundo plano quando os arcades a base de silício começaram a dominar o mundo... mas essa é outra história. Eu gosto do jogo porque ele representa bem a física da movimentação da bolinha, que no caso é um quadrado. Alguns jogos não conseguem transmitir a fluidez analógica do sistema pinball, a bolinha parece ter vida, o que é péssimo, mas este game do Atari faz um ótimo trabalho. Destaque para o placar bem no centro da tela, Midnight Magic é visualmente modesto mas competente.



Mines of Minos


Um jogo de labirinto onde temos que pegar peças ora na parte superior e trazer para baixo e vice versa e ir aos poucos somando pontos. Nosso personagem pode soltar bombas com tempo, bem no estilo Bomberman para destruir aliens que estão nos corredores do labirinto com a missão de destruí-lo, o que lembra um pouco Pac Man. Em determinados momentos a parte superior fica azul e este azul começa a descer a tela... é a água, e ao entrar nela sua velocidade diminui e é impossível soltar as bombas. Mines of Minos exige muita paciência e estratégia, é um jogo de ação dentro de um labirinto e por isso é preciso olhar seu personagem e a tela toda ao mesmo tempo.



Missile Command


Um jogo super clássico dos arcades que chegou ao Atari mas perdeu muito do original. Perdeu no quesito cores e brilho. Missile Command é um show de cores na tela dos arcades mas no Atari não chegou nem perto disso. Mesmo assim, a jogabilidade está bem próxima, melhor se jogar com uma track ball, este game foi desenvolvido para jogar com a esfera e não com sticks. Sua missão é defender a cidade do ataque de mísseis nucleares que estão caindo de todos os lados, nós possuímos um sistema anti mísseis para evitar que tudo vire pó. Um destaque de gameplay é que durante a partida é preciso calcular "de cabeça" as trajetórias dos mísseis que estão em queda para economizar tiros, ao atirar, nossos "anti mísseis" formam uma bolha explosiva no ar, e tudo que estiver dentro do campo de ação dessa explosão se destrói também. No sistema de mira você não controla diretamente os lança mísseis, mas posiciona a mira exatamente no ponto da tela onde quer que eles acertem.


Montezuma´s Revenge


Mais um jogo da série "poderia ser de Master System", Montezuma´s Revenge possui várias fases, muita exploração bem no estilo H.E.R.O e muitos desafios diferenciados em cada tela, inclusive o jogo traz plataformas que aparecem e desaparecem lembrando Mega Man. O desenho e o grafismo é muito rico, não é apenas bem feito mas é variado também. O jogo é de 1984 e portanto foi lançado 7 anos depois do lançamento do Atari, o que de certa forma exige um domínio maior das técnicas de programação com o sistema, provavelmente em 1984 o know how dos programadores estava bem maduro em relação ao hardware do Atari, mesmo assim, um jogo muito interessante.



Mouse Trap


Mouse Trap é tudo o que o Pac Man gostaria de ter sido mas não conseguiu. Só para ilustrar quem não sabe da história. Pac Man é um clássico absoluto dos arcades. Provavelmente o simbolo mais conhecido de toda a história dos videogames. Mas ao chegar no Atari decepcionou bastante, vendeu bem, enfim, ET também vendeu bem, isso não quer dizer nada, mas ao compararmos ele com a versão original o que temos é um verdadeiro massacre. Eu diria que Pac Man é um dos port´s mais mau sucedidos da era de ouro dos games. Em Mouse Trap você controla um rato que se alimenta dos biscoitos do labirinto e foge dos gatos que estão em sua direção. A grande jogada dele em relação ao Pac Man é que os power ups não são automáticos, você come eles e depois usa quando estiver próximo aos gatos ou quando quiser, e melhor ainda, esses power ups são biscoitos de cachorros que ao comê-los podemos nos transformar em cachorros a qualquer momento e pegar os gatos. Essa dinâmica é muito mais divertida do que simplesmente ficar invencível como em Pac Man. Mais um detalhe que faz toda a diferença no jogo. Algumas paredes possuem passagens que podem ser  abertas ou fechadas liberando novas rotas de fuga ou ataque, isso deixa o game muito mais interessante. Em outras palavras, Mouse Trap é o verdadeiro Pac Man que devemos jogar no Atari.



Name This Game


Controlamos um mergulhador que resgata tesouros no fundo do mar, um polvo gigante e um tubarão insistente tentam atrapalhar sua missão. Lá na parte superior da tela temos um barco que sempre está fornecendo oxigênio através de um tubo. Conforme o tempo passa, os tentáculos do polvo vão crescendo, são vários, e os ataques do tubarão também continuam. Se o tubarão chegar até você, uma animação que faria inveja a Spielberg aparece e você vira fast food marítimo, e se os tentáculos te alcançarem, uma faixa preta aparece na parte inferior da tela cobrindo o mergulhador. Se o jogo é excêntrico pelo nome, por outro lado ele possui um design muito bonito e jogabilidade precisa.



Pitfall


Quando um jogo é muito famoso chega a ser chato fazer uma descrição no estilo ficha técnica. Afinal, todo mundo sabe o que é Pitfall. Mas se você for um gamer que ainda não teve contato com o universo Atari e está nesta página para conhecer melhor o console, eu diria que Pitfall é o jogo de plataforma mais famoso do sistema e influenciou uma geração de games posteriores. É o jogo mais importante da história do Atari (o console não a empresa) na minha opinião e obviamente o mais importante da Activision. Pitfall é um caçador de tesouros, um aventureiro da selva, eu sempre achei que Jungle Hunt fosse o melhor título para ele, mas como já existe outro jogo com este nome, ficamos com Pitfall mesmo. O jogo é um modelo em cores, grafismo e principalmente efeitos sonoros. O som de Pitfall cruzando a mata em um cipó se tornou um ícone sonoro do Atari da mesma forma que o "waka waka waka" do Pac Man.



Q-Bert


Famoso nos aracdes mas nem tanto no Atari, Q-Bert possui um sistema que lembra o jogo de damas por possuir um tabuleiro e uma missão onde devemos passar por todos os cantos da fase para completá-la. Você precisa pular em todos os blocos do cenário, e ao fazer isso, os blocos mudam de cor indicando que já foram pisados. É simples e viciante, e além disso, a presença de um personagem real e não apenas uma nave ou algo do tipo, "sem vida" faz com que o jogador tenha mais empatia e imersão no game. O jogador pode se identificar com o personagem assim como Pac man trouxe essa personificação aos arcades em 1980. Q-Bert é um dos jogos mais aclamados da cultura arcade e foi muito bem portado para o console Atari 2600.



River Raid


O jogo mais famoso aqui no Brasil, não tenho dúvidas disso. Não poderia ser diferente. River Raid é um shooter que poderia ser um game da biblioteca do Master System e não faria feio em nada, tanto em gráficos quanto em efeitos especiais, aliás para ficar perfeito no Master System bastaria uma música de fundo e algumas cenas de final de jogo, mais nada. River Raid é sublime. Estamos em um caça e precisamos destruir pontes e aviões inimigos, durante a missão, é preciso abastecer o caça nos postos de gasolina que também são alvos sujeitos aos nossos tiros e portanto podemos destruir no calor da missão postos valiosos de gasolina o que com certeza pode ser a nossa derrota, no fuel, no game. Tanto na época quanto hoje em dia eu ouço alguns jogadores indagando ou brincando com a falta de lógica do level design em relação as suas extremidades. Acontece que o caça ao tocar nas extremidades do rio ele explode, ora, se é uma caça deveria passar por cima certo? Não . Errado. As pessoas não entendem que River Raid é sobre um caça que está sobrevoando um rio, mas um rio dentro de um canyon. Canyons são aquelas fendas gigantescas no solo devido a ação da erosão do rio, uma característica geológica que ocorre nos EUA e portanto a navinha amarela do jogo está entre paredões e não sobrevoando uma região plana.



Robot Tank


Robot Tank é a resposta da Activision à Atari com seu Battlezone. Se em Battlezone tínhamos a visão em terceira pessoa em Robot Tank é em primeira. Mais uma vez a paz foi conquistada com a ajuda das máquinas, estamos no futuro, mas algo acontece e os tanks que antes estavam sob as ordens dos humanos, agora estão fora do controle e nos atacando. A impressão que temos é que estamos dentro de um tanque de guerra (carro de combate), mas na verdade não. A tela em que aparece o gameplay é um painel de uma estação remota que controla o Robo Tank à distância, portanto tanto os tanks inimigos como o nosso "carrinho" são robozinhos que estão sendo controlados remotamente. Eles fora de controle, e nós, com o controle através da base remota. O nosso tanque de guerra possui tiros de canhão, e uma movimentação cadenciada, alternando entre altos e baixos para dar a sensação de movimento em solo. Quando somos atingidos podemos ter avarias, seja no radar ou na tela de transmissão entre outras. Robot Tank é um simulador sensacional já o concorrente da Atari, que também é excelente, foca mais no combate real entre carros de combate. Enquanto Robot Tank se apega a uma temática mais futurista onde controlamos um tanque Robô à distância através de uma tela e um painel de operações, seu concorrente se apega a um tema mais simples e atual.



Seaquest


Mais um game da Activision e mais um por do sol maravilhoso na tela do Atari. Estamos em um submarino e precisamos resgatar mergulhadores, pronto, só isso. Os mergulhadores estão em busca de tesouros no fundo do mar mas a fauna do local não é muito amigável e por isso devemos proteger os mergulhadores e trazê-los à superfície. Simples, porém muito divertido e bem colorido, aliado a uma jogabilidade excelente isso tudo somado faz de Seaquest o melhor jogo de tiro marítimo do Atari. Posso citar um exemplo que tentou fazer igual mas nem chega perto de Seaquest - Triângulo Das Bermudas - joguinho bom, mas longe, muito distante da qualidade de Seaquest.



Snoopy And The Red Baron


Talvez este seja um jogo que pela primeira vez qualquer pessoa que passasse na frente da tela da TV de Tubo automaticamente reconheceria a  imagem do Snoopy ali. Era o desenho real! E isso para um Atari é notável. A boa e velha piada de que no Atari precisamos de muita imaginação pois os personagens são quadradinhos na tela, cai por terra com este jogo aqui. Eu sempre achei uma apelação não entender que River Raid é uma navezinha ou que H.E.R.O é um "bonequinho" que pode voar, uma coisa é ter que usar a imaginação, outra é a pessoa não ter a capacidade de abstrair e reconhecer ícones, quando eu falo ícones é no sentido puro mesmo, que significa imagem, ou uma imagem simples que representa algo mais complexo. Como é que ícones na área de trabalho do PC todo mundo entende? Muitos personagens de Atari são bem assim mesmo, tipo ícones. Muito bem reconhecíveis, é claro que temos jogos grotescos, aí é outra história, mas em geral, os bons jogos, são todos muito bem feitos no que tange ao desenho. Snoopy vai além disso, não é um ícone, é o próprio desenho na tela do seu Atari! Snoopy precisa derrotar o barão vermelho e para isso usa sua casinha equipada com metralhadoras. Uma coisa que merce destaque é a sua casinha, ao receber dano, é possível identificar os furos nela, e mais que isso, esses furos aumentam conforme a casinha do Snoopy vai sendo acertada pelo Barão Vermelho. Essa é apenas uma das várias surpresas que Snoopy nos guarda ao jogá-lo. Eu diria que Snoopy é o game mais bonito graficamente de todo sistema.


Tennis


Tennis é basicamente a essência do videogame. Pong é um jogo de tenis, os derivados de Pong, como Break Out são também derivados do esporte tenis. A relação deste esporte com os games é genuína. No Atari eu conheço dois jogos, este e outro chamado Real Sports Tennis, e embora o segundo seja muito mais bonito graficamente, o primeiro ganha pelo principal fator: Jogabilidade. A movimentação é macia, o que não ocorre no outro título, podemos facilmente pegar a bolinha "de quina" para desferir raquetadas em diagonais poderosas, enfim, a dinâmica de jogo em Tennis supera bastante o game da concorrência, mesmo com gráficos inferiores.



Turmoil


Imagine a situação. Você está dentro de um sistema limitado e mesmo assim eu te digo que no jogo a seguir você só pode mexer para cima e para baixo e atirar para esquerda ou para a direita. Um movimento simples e limitado. Dá pra fazer um jogo bom assim? Ah! Dá! Com certeza! Em Turmoil temos uma nave que apenas se movimenta pra cima e para baixo e atira nos corredores que estão ao seu lado. Um eterno atira, vira e atira, vira, mesmo assim dada a quantidade de elementos e inimigos em tela o jogo fica eletrizante. O objetivo é destruir tudo que se move, bem no estilo Megamania, mas temos uma pequena inovação aqui, um detalhe que faz a diferença. em determinados momentos do jogo, e isso acontece com frequência, temos uma bolinha pulsante no fundo de um corredor qualquer, quando esta bolinha aparece podemos entrar no seu corredor, apenas neste corredor, e capturar a bolinha ganhando muitos pontos, mas se ignorarmos ela, a mesma toma forma e fica quicando rapidamente de um lado ao outro da tela e não para nunca até que possamos entrar na sua linha de ação para destruí-la. O jogo possui uma animação de transição de fases sensacional.


Vanguard


Vanguard é um jogo de navinha completo em pleno 1982. Ele possui sistema de invencibilidade, mudança de fases, um tema que faz a transição de uma fase para a outra, fases horizontais e verticais, um chefão específico de fase, além de...continue. Sim, a palavra "continue" não fazia o menor sentido nos tempos que eu joguei Vanguard pelas primeiras vezes em meu velho e bom Dactar. Essa característica me deixou confuso na época. Afinal continuar o quê? Se eu perdi o jogo é o fim, certo? Até mesmo o conceito da palavra "game over" eu não tinha uma ideia muito bem clara. No Atari quando tudo acaba, em geral, a tela simplesmente trava e mostra sua pontuação final, só isso, poucos jogos fugiram desse sistema. E de repente aparece este game com uma opção de... continue? Estranho. Enfim, são tantas inovações ousadas para 1982 que fazem de Vanguard um dos melhores games do sistema, mas esta lista não são sobre os 50 melhores jogos, são os 50 jogos que eu mais gosto, mesmo que uma linha de escolha acabe por interceptar a outra.



Venture


Na primeira tela somos apenas um pontinho. Dada as proporções e o desenho da tela podemos dizer que a primeira tela é apenas um "mapa" onde podemos nos movimentar para entrar em salas onde realmente ocorre a ação. Neste mapa inicial é possível ver várias salas e dentro delas temos que pegar tesouros que estão protegidos por monstros. Tanto dentro quanto fora das salas nós temos o encontro com monstros, a diferença é que dentro delas deixamos de ser apenas um pequeno ponto e ganhamos a forma de uma carinha que pode atirar contra os inimigos. A premissa do jogo lembra um pouco Gravitar, já que temos uma tela inicial e ao entrar em setores específicos, outra fase totalmente nova surge com desafios próprios e particulares daquela missão.


Como eu disse no início, essa lista reúne os jogos que mais gosto de jogar com frequência, não significa que não gosto de tantos outros títulos que não apareceram aqui. O Atari possui muita coisa boa e qualquer recorte sempre deixará jogos de lado, principalmente em listas pessoais como esta que são, por definição, perfeitas e sem erros, já que elas refletem minhas preferências e não estão sujeitas a mais nada, apenas ao meu gosto pessoal.

Comentários

  1. O Atari é um terreno desconhecido pra mim, tirando clássicos como Enduro, Pitfall, JungleHunt e Space. É bom ter um texto indicando os jogos e ainda com essa descrição. Vejo que tem muitos jogos aí que espremerem bem o hardware, talvez por estar na virada Coleco-Nintendo.

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    1. Geralmente jogos no fim de suas gerações possuem ótimos gráficos para o sistema, quando o pessoal resolve por a mão na massa, é claro. Vide os Donkey Kong´s do Super Nintendo e alguns jogos de PSP, como Syphon Filter: Logan's Shadow. Essa lista é boa para começar bem no Atari.

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  2. Que mentira, Adventure é um jogo sobre um quadrado que precisa de uma seta para matar patos gigantes e pegar o troféu que eles roubaram no campeonato de quadradinhos!
    OK, piadas a parte, vamos ao comentário de verdade, vai.
    Rapaz, que lista gigante! kkkkkkkk
    É uma baita lista a que vc montou, eu não conseguiria pensar em 50 assim com calma, precisaria ficar um tempo pensando.
    Dos que falou vou destacar alguns que eu curto muito até hj: Adventure, Bowling, Boxing (a famosa luta de carangueijos, não sabia que as pessoas odeiam o gráfico dele), Chopper Command, Demon Attack, Donkey Kong, Enduro, Flash Gordon, Frostbite, H.E.R.O. (meu favorito também - vale dizer que foi lançado pro SG-1000, já que citou o Master), Jungle Hunt, Keystone Kapers (encha a bochecha de ar e fique dando soquinhos nela com a boca fechada para reproduzir o som dos passos), Laser Gates (não sabia essa história toda, agora gosto mais ainda dele), Megamania (um dos meus favoritos), Pitfall, River Raid, Seaquest, Snoopy And The Red Baron, Tennis (melhor jogo do esporte já feito foi este, dane-se inovações técnicas), Venture,
    E listar outros que eu gostava e não consigo mais jogar (sei lá pq): Atlantis, Cosmic Ark, Missile Command, Q-Bert
    Ufa, acho que é isso! Que venham mais listas como esta!

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    1. Patos gigantes kkkkkkkk não adianta todos enxergam patos ali eu não posso negar, um pato é o desenho mais provável naquela figura. Eu fui no emulador e pensei, ok, que eu realmente gosto desta listona aqui? Daí uma voz veio do monitor e disse... escolhes de uma vez Ulisses... seu mala! Ok, o monitor não falou comigo mas foi uma escolha bem divertida, tipo, eu só precisei seguir meu coração (arrrrhhh que frase adocicada e babaca kkkkkk) mas foi fácil e divertido fazer a lista Cadu!
      Eu confesso que Hero no SG1000 eu não gosto, e não gosto porque ficou melhor kkkkkkk o Atari tem aquela coisa de fazer as cores mais sólidas com nenhum detalhamento e é isso que eu gosto no Hero do Atari. Básico, simples e cru! Ainda bem que eu não sou cozinheiro... iria perder fácil o emprego.
      Falou Cadu!

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    2. A não ser que vc trabalhasse em restaurante de sushi, sashimi e outras coisas cruas japonesas.
      O pior é que eu imaginei o monitor mostrando a imagem de Zeus (aquele sprite clássico do Altered Beast) falando pra escolher de uma vez a lista... kkkkkkkkkk
      OK, resposta inútil, mas eu precisava dizer estas coisas...

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    3. Restaurante japonês ashuahshuahushsushuahsuha eu não pensei nisso. :)

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