Street Fighter 2: Jogabilidade e Personalidade ao Máximo

Talvez um dos principais motivos ou a principal característica que fez de Street Fighter 2 um grande sucesso na época, tenha sido sua jogabilidade refinada e precisa. Mas aqui eu reforço a fatia dos consumidores de console, não os de arcade.


Nos arcades, mesmo um jogo travado e com uma jogabilidade pesada, mesmo assim, a gente tem uma certa facilidade em jogar devido aos controles precisos que a própria máquina possui, mas com os joysticks caseiros, embora excelentes, isso nem sempre acontece. Não eram feitos para jogos de luta e aliado a isso um game com movimentação ruim no arcade ficaria ainda pior em um console. É aí que entra Street Fighter 2. Acho que pela primeira vez em um console, isto é, jogando em casa, um jogo de luta foi realmente competitivo, realmente responsivo, e realmente um reflexo daquilo que apertávamos nos botões. Em jogos de luta pré Street Fighter 2, geralmente a movimentação dos lutadores era difícil, nem sempre os comandos saiam no momento exato em que a gente aplicava e nem sempre o melhor lutador vencia.

Muitas vezes em jogos de luta assim, travadões, vencia quem aplicava mais rapidamente um "esmagar louco de botões" ou se aproveitava de problemas de colisão para tirar alguma vantagem. Em Street Fighter 2, além de não ter esse problema de resposta de comandos falha, ainda os poucos erros de colisão, se é que eram erros mesmo ou era já determinado pela programação, resultavam nas travadinhas que a gente usa para aplicar combos até tontear o oponente.


O desenrolar desse sistema preciso de combate gera situações fantásticas que o game proporciona, como por exemplo o nokaute duplo, viradas incríveis, em momentos onde a gente estava perdendo feio mas conseguimos vencer e virar o jogo, ou então em episódios que provavelmente deve ter acontecido com muitos jogadores onde estamos com "um fio" de energia e o tempo acaba. Se nosso "fio" é maior que o da máquina vencemos, mas pode acontecer o contrário, e dentro de uma revanche histórica o tempo acaba e perdemos bem no momento mais crítico. Histórias de Street Fighter senhoras e senhores, momentos que todos nós guardamos em nossos corações e que só poderiam ocorrer em um jogo realmente preciso, responsivo e competitivo.

E olha que eu só foquei na jogabilidade por entender que essa característica é a principal responsável pelo sucesso do jogo em consoles. Mas se não bastasse isso, temos todo um rico universo de personagens carismáticos e cenários idem, que dão base a essa mecânica maravilhosa. Começando pelo equilíbrio dos jogadores. Dos 8 selecionáveis, 4 possuem magia e 4 não. A magia é de certa forma um elemento apelativo e facilitador em combate, pois não precisamos ir de encontro ao oponente e mesmo assim podemos aplicar dano soltando magias.



Os que não possuem ela eu arriscaria dizer que fazem parte do grupo "B" do time. De nenhuma maneira estou desmerecendo eles: Chun Li, E. Honda, Blanka e Zangief, mas é notável que se pudéssemos escolher uma característica que ajuda a derrotar oponentes, a magia é um elemento muito forte. Se não temos magias, temos um elemento comum a quase todos eles que é a repetição do botão para fazer um golpe. Chun Li dispara suas pernas, Blanka solta choque, E. Honda usa suas mãos fulminantes e... Zangief, que aplica um giro de corpo com os braços abertos apenas aplicando dois botões de soco ao mesmo tempo.

Embora sejam golpes mais fáceis não são tão agressivos como as magias. O equilíbrio se dá seja pela variação de golpes que cada um dos 8 lutadores possui, ou pela técnica de combate que podemos aplicar com qualquer um deles e neutralizar qualquer tipo de golpe ou ofensiva do oponente, desde que saibamos qual botão usar em cada situação, é quase um jogo de papel-pedra-tesoura, só que bem mais complexo.



Mas de uma forma geral, eu diria que os lutadores do grupo "B" são para jogadores mais experimentados. Ryu e Ken é para amadores, para quem está iniciando no game, o verdadeiro sabor do jogo está nos outros 6 lutadores, eu deixei de lado o Guile exatamente porque ele possui um tempo de carga da magia para efetuar o golpe, portanto jogar com o major Guile é muito legal e exige um domínio que Ryu e Ken definitivamente não possuem.

Outro ponto que faz diferença é a riqueza da personalidade de cada jogador, de cada fase e da forma que cada personagem se movimenta. Com exceção da dupla Ryu e Ken, que são lutadores genéricos pois possuem a mais genérica e padronizada roupa de luta que existe no universo das artes marciais, o kimono. Mas em relação aos outros toda uma gama de estereótipos foram usados de maneira muito bem feita, de um jeito que a chinesa lutadora de kung fu seja tão interessante quanto um militar perito em artes marciais. E toda essa criatividade também pode ser transferida aos chefões, que possuem golpes interessantíssimos e visualmente incríveis para a época e são dignos de serem personagens escondidos dentro do jogo, chegar até eles vale à pena, lutar com eles vale à pena. Street Fighter 2 é recompensador, estimulante, desafiador, bonito, e envolvente.

Eu falei da mecânica nota 100 e da personalidade e equilíbrio dos personagens que marcam nossas mentes e nos cativa já no primeiro encontro, é uma especie de amor à primeira vista podemos dizer. Como se não bastasse tudo isso, temos mais uma característica absurdamente incrível como todo o resto do game: A música.

As Músicas


A do Ryu lembra missão, determinação e coragem. Em Honda temos algo que remete ao japão e as tradições, já na fase do Blanka a selva, a vastidão e sons tribais fazem toda a harmonia. Guile tem muito de energia e força, embora me pareça um pouco genérica. Ken possui o som da juventude e também me remete a sentimentos de coragem e determinação. Chun li lembra a China, nada mais óbvio, entretanto não é genérica como em Guile, a música da Chun Li é bonita e singela. A do Zangief é ótima, lembra missão e me remete a sentimentos de responsabilidade, tem uma pegada de jazz com algo sombrio associado, mas é muito sutil, é uma das melhores.

A do Vega é tão regional quanto a da Chun Li, pelo menos é essa a impressão que passa, mas não deixa de apresentar um certo tom genérico assim como a do Guile. Dhalsim lembra cidade, comunidade, pessoas andando por vilarejos, também remete a algo regional da Índia além de ter alguns sons que me soam bem engraçados.

O tema do Balrog é muito rico com muitas variações sonoras, excelente música, já a do Sagat lembra algo nostálgico, intangível é como se ao chegar em Sagat todas as suas chances fossem perdidas, ela te desmotiva pela sonoridade intensa e desoladora, é bonita mas triste ao mesmo tempo. Em Bison os sinos ditam o ritmo, ah! as batidas dos sinos... esta música faz jus a fase final, ela é sinistra e linda, possui uma interação e variação rítmica com o barulho dos sinos que é incrível. Vou deixar aqui meu Top 12 das músicas que mais gosto.

Top 12

Músicas dos Stages

  1. Bison
  2. Sagat
  3. Balrog
  4. Zangief
  5. Ryu
  6. Blanka
  7. Dhalsim
  8. Honda
  9. Ken
  10. Chun Li
  11. Vega
  12. Guile

As Fases


As fases de cada personagem são muito icônicas hoje em dia e naquela época eram atraentes e estavam em perfeita sincronia com a "caricatura" de cada lutador. Se eles são muito carismáticos, suas fases seguem o mesmo ritmo.

Nos EUA de Ken toda aquela região litorânea com os barcos e a bandeira americana trazem bem o perfil psicológico do personagem. Indo ao Japão de E. Honda, o que chama atenção é a riqueza de detalhes e como o fundo "reage" no final das lutas, sem falar do regionalismo da casa de banho que a gente nunca entendeu direito o que era. A Índia de Dhalsim é linda com os elementos da cultura local e os elefantes ao fundo, a ideia de colocar os "bichinhos" ali ficou sensacional. O estágio do Guile talvez seja a mais icônica de todas as fases, as caixas de madeira quebráveis o caça ao fundo, o pessoal torcendo acompanhando a luta, enfim, uma obra de arte do jogo. Voltando ao Japão, agora de Ryu, também temos um estágio icônico porém vazio e sem muitos atrativos, é uma fase simples, claro aquilo ali é um dojo, mas não chega a impressionar tanto, exceto pelas placas escritas em japonês que são bem legais.



Chegando ao Brasil de Blanka, a fase é excelente, com muitos detalhes, até uma cobra anaconda fez sua fama nesta fase, e como não falar do peixão pendurado na parede da choupana no lado direito da tela, se por um lado alguns criticam que justamente um personagem que representa o Brasil é um ser animalesco, por outro lado tanto os golpes, a música e o desenho da fase do Brasil, são dignas de serem as melhores do jogo.

Inclusive eu acho que o fato do Blanka ser "diferentão", é uma característica que acaba destacando ele dos demais de uma forma positiva. Todos os personagens da série são marcantes, mas no decorrer do tempo muito outros personagens vieram e é aí que o jeitão do Blanka faz a diferença. Como Blanka não faz parte do grupo "A" entendido por Ryu, Ken e Guile, é fundamental que ele seja bem icônico e original o suficiente para resistir a ação do tempo e de novos personagens. Vou dar um exemplo concreto. Fei Long é legal, uma cópia do Bruce Lee muito bem feita, mas que não chega a ser tão marcante, o mesmo acontece com T. Hawk, o índio americano, que na minha visão, embora seja um ótimo personagem, ele acaba caindo no lugar comum e ficando suscetível ao esquecimento. O que já não acontece com Cammy, que tem um estilo muito original e forte  bastante para ser lembrada sempre.

Indo para a USSR (iú éss éss árrr) de Zangief, temos o estilão rústico de fábrica, o símbolo socialista/comunista da antiga União Soviética estampada no chão e o pessoal bebendo no cenário, as correntes o extintor, tudo muito bem feito e com um tom de cor avermelhado o que remete ao socialismo. A China de Chun li é bairrista, bem rica em detalhes, e muito lembrada por ser uma das primeiras fases a aparecer nos combates, ela é cheia, lotada de referências e elementos em cena, o frango as bicicletas a mulher lavando roupa... simplesmente sensacional, provavelmente a fase do Blanka e da Chun Li sejam as minhas preferidas de todo o jogo.

Nos EUA de Balrog temos uma fase muito colorida e cheia de animações mas eu não gosto muito dela, tem relação com o personagem, é claro, mas não me atrai, ela parece um pouco fora da temática do game, por exemplo, eu colocaria Balrog em um ring de boxe real e com apostadores ao fundo, bem no estilo de alguns filmes do Van Damme.

Já na Espanha de Vega temos outra fase interessante mas não tão icônica como as fases dos selecionáveis, colocar os lutadores em uma arena de combate no estilo romano do coliseu foi uma ótima ideia e boa referência também.

A Tailandia de Sagat é linda, a estátua é marcante nesta fase e embora ela seja bem vazia em relação as outras fases que possuem mais elementos, o trabalho feito na estátua é de encher os olhos, uma pixel art deslumbrante, e continuando no mesmo país, Bison nos traz tudo que uma fase de chefe final precisaria trazer, temos um elemento grande em destaque - o sino -, coisas quebráveis, várias pessoas na tela e referências religiosas. É a fase final com todo mérito.


Os Golpes


Tanto a movimentação quanto o simbolo, o desenho e o formato dos golpes, colocaram Street Fighter 2 como um modelo a ser seguido para vários jogos posteriores. É quase como Mario que também cravou no mundo dos games vários símbolos e formas quase que padronizadas de se fazer um jogo.

Esses jogos clássicos e icônicos, de certa forma, atuaram para construir uma forma de fazer videogame. Eu lembro de ter lido em algum lugar, que um dos principais problemas iniciais da televisão quando ela foi produzida em massa, era exatamente encontrar um formato para os programas. Como a TV simplesmente não existia, a forma mais simples e natural foi copiar o rádio, me refiro aos programas de rádio, e aos poucos achar seu próprio estilo. Jogos marcantes e fundamentais como Street Fighter 2 são assim mesmo. Abrem caminhos e estabelecem formas.

De todos os golpes e movimentos de ataque do jogo eu vou destacar o meu "Top 10" melhores golpes. Não são os mais poderosos ou os mais eficientes, nada disso, é apenas uma lista dos golpes mais legais do game, os mais bonitos e que eu gosto bastante.


Top 10 
Melhores Golpes

10- Quebra Costela (E. Honda)


Quando a gente aplica esse golpe é quase que impossível não ficar apertando loucamente os botões, por outro lado, receber um golpe destes é angustiante, ficamos ali parados, olhando e esmagando os botões até que o lutador de sumô resolva nos largar. Eu gosto muito tanto do visual da animação quanto dos sons do E. Honda ao aplicar esse golpe.

09- Jogada Inclinada (Guile)


É muito cinematográfico este golpe, poder jogar seu oponente para traz como se fosse um saco de arroz é humilhante. Além disso fica explícita a flexibilidade e força do major Guile quando aplica este golpe, eu acho esse movimento sensacional.

08-  Iá iá... iá iá iá, (Chun Li)

 

Com certeza um dos golpes mais utilizados por quem está aprendendo a jogar, afinal ele é muito simples, apenas aperte o botão rapidamente e pronto. Embora não seja tão eficiente para iniciar um dano e sim para finalizar um combo, é um golpe muito bonito e os gritinhos da Chun Li talvez seja mais icônico que o próprio hadouken.

07- Jogada Circular (Ryu/Ken)


Eu adoro este golpe! A gente pega o adversário e gira com ele quase a tela inteira, e finaliza jogando o oponente do outro lado da tela, e melhor, desconta muita energia.

06- Chokinho (Blanka)


Muito mais divertido que acertar várias pisadas com a Chun Li é aplicar uma carga elétrica no oponente. A forma que isso acontece com Blanka é muito divertida, sem falar na animação do adversário, piscando e aparecendo seus ossos, o seu esqueleto, é um golpe muito legal e por isso fica no sexto lugar desse Top 10.

05- Yoga Flame (Dhalsim)


Se o yoga fire por si já é interessante por ser uma bola de fogo, imagine aplicar essa bola de fogo como se fosse um verdadeiro lança-chamas na cara do oponente. Eu acho o Yoga Flame sensacional e com certeza causa irritação em quem recebe ele por ser um golpe bem cinematográfico, visualmente estonteante, sem falar na voz do Dhalsim ecoando pelo som da sua TV... -Yoga... Flaaaame!

04- Pés Giratórios (Ryu/Ken)


Além de ser inesquecível é um golpe muito eficiente. Este golpe possui toda a parte visual que é muito interessante, e não deixa de ser excêntrico. Ao mesmo tempo é um golpe que funciona em diversas situações de combate, merece estar na quarta posição deste Top 10. O que poderia ser mais divertido que ver seu personagem girar feito um helicóptero e chutar a cara do oponente?

03- O Martelo


Embora não seja um golpe muito especial, difícil de aplicar ou uma magia, a parte visual do Ryu erguendo a perna em angulo reto e acertando o oponente no ar é muito "filme de artes marciais", é lindo esse golpe. E se o adversário ficar pulando de um lado ao outro e é possível ficar aplicando esta levantada de pernas quase como se fosse uma dança, ora de um lado ora de outro, um golpe sensacional.

02- Pilão Giratório (Zangief)


Esse golpe é simplesmente fantástico, tanto pela complexidade de aplicar ele (não confundir com o pilão normal) quanto por seu efeito devastador no oponente. E se não bastasse tudo isso, o fato de Zangief pegar o oponente e "sair voando" com ele até ir de encontro ao chão é absolutamente humilhante para quem recebe o movimento. Zangief começa a girar, sobe a tela inteira e lá de cima despenca ao chão com o oponente. Faz jus ser difícil de aplicar, pois quando dá certo vale muito à pena.

01- Facão ou Gillette (Guile)


Tudo neste golpe é lindo. A começar pelo feixe de luz em semi círculo que ele emite. Além disso é um golpe muito eficiente e ficou como uma das marcas registradas de Street Fighter 2. É claro que em termos de popularidade, o Hadouken e o Shoryuken são uma unanimidade, e eu pessoalmente não vejo estes golpes como algo tão interessante assim, exceto no filme do SBT onde o poder do Hadou era sim muito legal, mas enfim, a gillette do Guile é o golpe que mais gosto, quando eu vi este golpe pela primeira vez fique impressionado, nem queria saber mais de "bolinhas de energia" do Ryu ou Ken, nada disso, eu queria era aprender e fazer este giro de corpo que detona qualquer ataque aéreo.

É claro que um jogo desta grandeza influencia nós jogadores de diversas formas diferentes. Cada um tem seu personagem, golpe, stage e músicas prediletas, e este texto foi apenas um rascunho das minhas impressões com o jogo, e cada um que teve contato com este game lá no início dos anos 90, com certeza jamais vai esquecer o quanto é bom jogar Street Fighter 2.


Comentários



  1. O Controle Principal acabou? Vou adicionar na lista de afiliados esse caso seja o novo blog. Falar de um clássico sem soar genérico é complicado, achei bem construído os temas abordados no texto. Realmente, o jogo conseguiu superar essa dissidência fliperama\videogame, pois a maioria além dos cortes ocorridos sofriam tristemente no controle. O jogo de luta sendo quase um xadrez bidimensional fica complicado os botões estarem comprometidos na resposta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acabou sim, Doc! De agora em diante é este blog aqui apenas, obrigado pela atenção com os links de filiados, valeu mesmo!
      Muito da minha vontade de ter um SNES na época foi justamente pra jogar Street Fighter. Agora tem uma coisa que os arcades são imbatíveis... aquele sonzão abafado e potente misturado com o som da rua kkkkkk coisas do submundo das nossas jogatinas kkkkkkk.
      Abração Doc!

      Excluir
  2. Cacilda, nossos gostos aqui não batem em nada... kkkkkk
    Eu acho a música do Sagat totalmente genérica e meio mal acabada, o loop dela é muito estranho, ela vai bem até uma parte que a melodia fica meio confusa, parece que tão fazendo button mashing com algum piano e de repente acabaram as ideias, daí volta pro começo do loop.
    E eu não gosto do cenário do Bison, não sei explicar pq. Ao mesmo tempo que adoro o cenário (e principalmente a música) do Balrog. Sempre fiquei perplexo com o cenário do Vega, tipo, que tipo de ser humano sádico vai assistir uma luta sanguinária jantando? Ah é, a gente tem o tal UFC hj em dia, verdade, então acho que o errado sou eu por não gostar disso! kkkkk... mas sério, desde adolescente eu achava estranho o que tava acontecendo lá.
    Golpes? Sei lá, o hadouken é o mais icônico ever, todo mundo sabe o que é um hadouken. E eu criança/adolescente logicamente inventei o "Caduken", então adivinha o meu favorito? Cliché sim, tô nem aí! huahuahuahuahua. E eu adorava a jogada circular do Ken!
    Sobre kimonos, eu não posso discordar que são genéricos, mas quando a gente é criança, chama muito a atenção e a gente sempre acaba escolhendo o cara do kimono, pq parece ser o cara das lutas mesmo, não um cara com roupas extravagantes saindo na porrada (estou falando de vc, The King of Fighters). Aí veio Mortal Kolgate e conseguiu transformar em genérico os caras vestidos de ninjas. Que coisa. E ainda assim a gente adorava escolher ninjas! kkkkkkkkkkkkk
    E eu queria comentar sobre o que vc disse de controles: cara, perfeito! Não tenho nem o que acrescentar, mas precisava mencionar que foi tudo muito bem observado!
    Gostei muito do texto, Ulisses, totalmente opinativo e diferente do que a gente vê por aí quando o assunto é Street Fighter! Justamente o tipo de texto que gosto, sem ser engessado e/ou padrão!
    Valeu!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É incrível como a música "bate" de uma forma diferente em cada um de nós. Tem certos timbres ou truques da game music 8 e 16 bit que me transportam para outro mundo. Por exemplo Valis do Mega Drive, as musicas simples da parte inicial... da intro, são magníficas, mas podem soar como um simples background sonoro para outros.
      Na época nunca levei em consideração o estage do Vega, pra mim era apenas uma treta que havia começado em algum restaurante ou algo do tipo kkkkkkkk mas depois quando saiu o Street Fighter Victory no SBT, aí sim eu fiquei pensando nesse lance do sangue, inclusive em uma das cenas, o sangue do Ken atinge o vestido de uma espectadora se não me falha a memória.
      O pessoal do KOF são uma coleção de roupas sem dúvidas... se duvidar eu faço um post no estilo KOF Fashion Week kkkkkk
      Obrigado Cadu!

      Excluir
  3. Matéria incrível... mas me permita discordar da música do Guile. É minha favorita do jogo.... kkkk kkkk. Fora isso, que maravilha de post. Estava inspirado, hein Ulisses. Muito legal conhecer o acervo do blog. Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Lucas. Mesmo a do Guile eu gosto, embora seja a última. De fato é a faixa que possui uma ótima aceitação entre os fãs de Street Fighter. Música é algo bem subjetivo, gostei de saber sua preferência. Valeu, Lucas.

      Excluir

Postar um comentário

Por enquanto todos os comentários serão moderados. Em breve o blog voltará ao normal.