Miami Vice: PSP


Miami Vice te leva para as entranhas do crime e dos carteis de drogas da Miami dos anos 80. O jogo é uma adaptação do seriado que foi um dos maiores sucessos da TV americana neste período que vai de 84 até 89.

Nós estamos na pele de dois policiais, Crockett ou Tubbs, podemos escolher com qual jogar, e nossa missão é acabar com o tráfico de drogas na cidade de Miami. Tudo no estilo filmes de ação, com muitas explosões e missões em dupla quase solitárias na luta contra o crime.



A presença da dupla nas cenas de transição de fases é constante, é o típico sistema dos seriados onde temos um protagonista e seu parceiro, enfim, o básico do básico dos seriados policiais, mas obviamente o sistema é um contra todos, pois escolhemos um personagem com o qual queremos jogar.

Ao jogar Miami Vice mergulhamos nas raízes dos filmes de drama policiais de ação, nos clichês, na forma de se fazer a coisa. Ele não foi o primeiro do gênero, e nem o primeiro a fazer sucesso, mas mesmo assim, causou um impacto considerável em muita coisa que veio depois, influenciando bastante séries, filmes e videogames.



as fases são muito bem feitas, bem diversas e com mapas bem desenhados, essas são características fundamentais para jogos de tiro em consoles

As missões são baseadas na entrada em território inimigo, destruição e/ou confisco de drogas e tiros... muitos tiros. Começamos adentrando uma mansão, passamos por um aeroporto e até usamos uma lancha em um rio para pegar provas do ilícito para que os tribunais tenham bastante material probatório de acusação.

Mas apesar disso tudo, não existe no jogo em nenhum momento a preocupação em seguir a lei, temos aqui uma dupla de policiais que fazem de tudo para atingir seus objetivos, bem no estilo, os fins justificam os meios. Acabar com o crime é o objetivo final. Inclusive usar as drogas de confisco para conseguir informação com informantes, comprar armas e até, acredite, traficar com outros vendedores de drogas para conseguir dinheiro e informações.



somos policiais mas devemos entrar no submundo das drogas e negociar com os traficantes para poder conseguir dinheiro e "moral" no meio, obviamente à paisana 

O jogo possui uma mapa central com a Miami noturna de fundo. E neste mapa temos a estação policial, onde podemos salvar o jogo e estocar as drogas apreendidas. Temos os pontos de vendas de drogas, que são destacados com um símbolo de uma folha de maconha, temos o endereço do nosso informante e também pontos para comprar armas e fazer upgrades nas "armaduras", isto é na roupa.

Uma coisa é enfrentar os bandidos de jeans e camiseta, outra é usar aqueles coletes especiais de equipes anti-drogas todo protegido. Mas isso tudo não vem do DP. Temos que comprar essas coisas e nossa moeda neste jogo é basicamente as drogas de apreensão que conseguimos nas missões.


esse é o mapa, com a Miami ao fundo e os locais de ação aparecendo como ícones


A mecânica do jogo é muito baseada em cover, usamos geralmente uma pistola e uma shotgun, mas metralhadoras entre outras aparecem durante as missões e também podem ser compradas. O que surpreende é a maciez da movimentação dos personagens, tanto o nosso quanto os inimigos.

Até parece que os "bonecos" do jogo foram modelados com a mesma técnica que a Eletronic Arts usa para fazer o movimento dos jogadores de futebol ou basquete. É uma movimentação bem natural e realista. Seja ao fazer cover, carregar as armas ou correr.

Ao fazer cover, escorregamos nas paredes, laterais de carros, escadas e muros como uma cobra. É um movimento suave, leve, lembra até o treinamento de soldados das forças armadas se rastejando na mata. E mais, ao encostar na parede, podemos dar aquela "olhadinha sapeca" de "canto de olho" para ver onde estão os malucos e como podemos ter uma linha de tiro melhor.



seja no cover ou na olhadinha de canto, os movimentos são incríveis para o PSP


E falando em tiro, o jogo segue o mesmo esquema dos bons jogos do gênero. Tiro na perna o cara balança mas não cai, tiro no ombro deixa ele inativo por alguns segundos e headshot é um abraço, o personagem cai na hora.

Alguns elementos como estátuas, ou objetos altos podem ser derrubados no chão justamente para servir de apoio, essa interação com objetos do cenário me surpreendeu e eu achei bem legal. O PSP é melhor que um Playstation 1, mas é inferior a um Playstation 2, por isso é sempre uma surpresa o que ele pode nos oferecer em termos de gameplay e quais são suas limitações.

Ao correr a câmera balança dando a sensação do movimento do personagem correndo, mas balança bem cadenciado, não chega a atrapalhar, até parece aquelas filmagens feitas com câmeras de mão, só que bem equilibrado.

Quando ocorre grandes explosões no jogo, a câmera segue o mesmo princípio, só que aí balança muito, mas muito mais. Eu sempre me surpreendo com este aparelhinho maravilhoso da Sony! Momentos de "melee" também estão presentes. Destruir laboratórios de drogas e refinamento ou o sistema elétrico de algum esconderijo pode ser feito na base da porrada mesmo.


esse informante foi salvo no exato momento em que iria ser mandado para o inferno

A regra é não partir pra cima, se algo pode ser derrubado de longe, é melhor derrubar de longe. Também podemos partir para o corpo a corpo, mas isso só em último caso. Existe uma limitação de munição, e a melhor forma de não ficar na mão, é pegando a munição dos bandidos que ficaram para trás.

Existem missões extras que não estão ligadas diretamente com a missão principal. Por exemplo, temos que fazer alguns minigames para desbloquear o local onde os "barões do crime" ficam no mapa, e ao desbloqueá-los podemos ir lá e negociar drogas e prosseguir no jogo.

Também existe a questão da reputação, se temos baixa reputação, o que ocorre ao usar armas mais fortes ou deixar de fazer tudo o que as fases pedem, não podemos ir ao encontro desses barões do crime.

E tudo isso ocorre de forma paralela, podemos fazer ou seguir com a missão principal. As drogas vão "evoluindo" no decorrer do jogo. Basicamente nas primeiras fases confiscamos maconha e crack, mas depois chegamos nas drogas mais caras como meth e cocaína.

Eu fui pesquisar o que é essa tal de "meth", pois não conhecia. Isso é um tipo de anfetamina mais destruidora que a cocaína só que bem mais barata que o pó branco colombiano.

Eu confesso que a única droga colombiana que eu já consumi algumas vezes se chama Shakira. E de fato às vezes eu tenho uma recaída, principalmente na safra dos álbuns antigos, mas isso fica só entre nós, certo?

Também existe um sistema de mercado "on line" das drogas. No mapa principal, onde temos a Miami City de fundo, aparece geralmente entre as fases, na parte superior da tela avisos como:

Maconha sobe 3%, ou Cocaína abaixa 5%. E como podemos e devemos fazer negócios com os marginais, essas informações são bem válidas durante a partida. Não são decisivas mas são bem vindas para ganharmos dinheiro com as negociatas.


a Rebellion não perdeu a oportunidade de colocar arcades no jogo... pena que todos estão desligados, inclusive essa TV de tubo ao lado


Todo mundo sabe que o PSP sofre por não ter um segundo analógico, e Miami Vice pensou nisso, o jogo não exige movimentos rápidos e precisão absurdas para acertar os bandidos, por outro lado não possui a "trava de mira", atitude acertada já que isso deixaria o jogo chato e sem desafio, enfim, ficou na medida certa! Se tem uma coisa que ajuda bastante é a mira laser, que já vem nas armas.

Esse ponto eu gosto de ressaltar, ouve um pequeno descompasso entre o hardware gráfico e o hardware anatômico do PSP. Eu acho que ele já deveria "nascer com dois analógicos", ou trazer na versão 3000 esta função, isso seria uma super mudança e a biblioteca de jogos seria muito melhor aproveitada.

Claro que hoje em dia isso se resolve jogando no PPSSPP, um excelente emulador do sistema. Mas para o jogador que joga apenas no aparelho original, sempre fica aquela dúvida se vai conseguir ou não jogar bem determinado título do gênero tiro.

O pessoal da Rebellion, que desenvolveu o jogo, fez um ótimo trabalho de intimidação para o jogador em Miami Vice. Há momentos que estamos envoltos por gritos e palavras de ordem, tiros iluminando as paredes e fazendo voar pedacinhos de coisas ao seu redor e todo o clima de tensão que um tiroteio de "boas vindas" pode proporcionar a um policial metido a super herói que resolve encarar latinos provavelmente sem green card na Miami da década de oitenta.


Comentários

  1. Sempre quis consumir a Shakira, pena q não deu.

    Abraços!

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  2. Uma dica bem inusitada, Ulisses, vou jogá-lo uma outra hora. Gosto bastante do seriado, ele foi um marco na tevê americana e nos extras do box anunciavam um jogo de PC nesse estilo, será que o do PSP foi um port? Nunca busquei achando que fosse mero caça-níqueis, sei que tem um do filme de 2006 que também fica a dúvida sobre ser legal.

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    1. O jogo do PSP saiu junto com o filme Doc, parece que envolvendo eventos anteriores ao filme, mas aí em 2006 como ia sair o filme o pessoal resolveu fazer esse jogo "junto". O jogo de PC parece que é oficial sim, pelo menos foi cedido da Universal para a Devilex desenvolver o jogo. Mas olhando as imagens, o jogo do PSP não tem nada a ver com este do PC. Tem até um joguinho sapeca para android kkkkkkkk parece que a franquia é bem usada em games... mas não tem como competir com o gigante chamado GTA.
      Abração Doc!!!

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  3. O psp conseguia se superar, gosto muito do portátil, gostaria de não ter vendido o meu pra comprar Shakira (mentira eu vendi o meu porque tava desempregado na época e queria comprar um presente legal pra meu enteado). Depois dessa postagem eu colocaria esse jogo em minha lista, nem que fosse pra testar esses controles. Lembro bem do resistance retribution que era até compatível com o dualshock 3 pra ficar mais jogável. Hoje eu emulo o psp no meu celular e jogo só rpgs por causa dos controles, se um dia eu comprar um gamepad bom pra android eu vario mais.

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    1. Rapaz kkkkkkkk por pouco pensei que você era usuário de Shakira também ashuahushusa. Pior que certa vez numa locadora eu vi um vendedor mostrando um PSP para um cliente e de repente eu falei bem alto... por impulso mesmo:
      "Olha! Barranquilla, que legal!"
      Todo mundo olhou pra mim esperando que eu falasse algo mais... mas depois de 3 segundos de silêncio vexatório eu disse que havia achado o nome da cidade engraçado... só isso. Kkkkkkkk
      É que o PSP estava rodando o jogo Metal Gear Peace Walker, e nele na INTRO, o Snake, Big Boss, desce em uma praia na cidade de Barranquilla, que é a terra natal da Shakira. Entende o lance? Kkkkkkk eu não ia falar isso numa roda marmanjo que tava comprando jogos ali kkkkkkkkkkk ninguém entendeu nada e eu saí dali de fininho KKKkkkkkkk.
      Resistence eu ainda quero jogar, acho que ele força o portátil no limite, parece ser muito bom, pelo menos famoso ele é.
      No celular não tem como jogar os jogos de luta ou ação, eu pessoalmente acho muito difícil, beirando o impossível, mas por outro lado já existem controles baratos e bem interessantes para android no site das casas bahia. Eu tô pensando em comprar um Samsung Galaxy e de quebra um controlinho bluetooh também, é uns 80 a 150 reais, nada mais que isso. Aí sim vale à pena jogar emuladores no smartfone!
      Abração Silvio!

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  4. Hahaha tou vendo o nível de idolatria a shakira aí (não que ela não mereça),O resistance vale a pena, realmente puxa muito do console, acho que só não mais que o Peace Walker. Só recomendo jogar moderadamente, porque direto fica repetitivo demais, como o primeiro de PS3 que é ótimo, mas fica repetitivo. Quanto aos celulares tou explorando os emuladores e a impressão que eu tenho cada vez mais é que vale a pena. Já testei até com o chromecast e esta joia aqui

    https://play.google.com/store/apps/details?id=com.explusalpha.Snes9xPlus&hl=pt_BR

    transmite. Os controles realmente são péssimos, por isso eu tenho jogado rpgs, e só aqueles "possíveis". Eu não sei se compraria um telefone pensando nisso se ainda tivesse o psp, por exemplo, mas me quebra um grande galho porque não sou muito fã de jogos mobile tradicionais.

    Se tu já usas o controle de ps3, talvez você já tenha "o" controle e seja mais fácil ir atrás de um suporte. Até hoje não achei nenhum controle que me agradasse 100% no mercado.

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    1. Valeu as dicas Sílvio! Eu preciso mesmo de um smartfone novo, por isso vou comprar e de quebra se puder rodar uns "joguinhos" vai ficar melhor ainda kkkkkk, olha o meu vício aí he he he. Eu gosto muito do controle de PS3... mas pelo jeito eu só consigo fazer o android reconhecer ele se, e somente se, eu fizer o chamado root no aparelho, e eu tenho medo de fazer isso. E usar cabos OTG eu não gosto no caso de aparelhos pequenos como smarfones. Por isso os controles de android é uma opção válida ainda pra mim.
      Abração Sílvio!

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  5. Engraçado que eu também ia falar que eu queria consumir a Shakira, mas se minha esposa lê isso, eu tô ferrado!
    Enfim, a música dela eu consumo também, as antigas, até no show fui quando era adolescente! Kkkkkkkk
    Sobre Miami Vice, é engraçado que eu não lembro de nada da série, acho que eu não assistia, não consigo lembrar.
    O jogo parece bem competente, só não vou encarar por não ser tão chegado em jogos de tiro, sou muito ruim neles. Falando nisso, achei muito bacana eles não serem totalmente exigentes considerando que falta o segundo analógico, pensaram no jogador.
    Muito bom!

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    1. Cadu quando lançarem um wifeBlock eu juro que instalo no blog, assim a gente pode falar de tudo sem medo kkkkkkkkkk se bem que eu adoraria ver ela comentando por aqui ao invés de dar block ashuahsuahusaa
      Como assim você foi num show dela e eu nunca?! As antigas as melhores Cadu! Se você é ruim em jogos de tiro... muito prazer, me chamo Ulisses, um dos piores jogadores de games de tiro da América Latina. Kkkkkkkkkkkkk sério Cadu, se eu posso, qualquer um pode Cadu. Pega o PSP ou o emulador dele e pode jogar sem medo.
      Valeu Cadu!

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