Felix The Cat: Game Boy

Felix o gato é um desenho clássico, mas clássico mesmo, lá dos tempos do desenho mudo. Os anos 1920 foram seus tempos de glória. Até hoje ele de certa forma é um personagem conhecido e reconhecido, mas não com a mesma força de antes.



O jogo é super resumido, por exemplo. Ao invés de apresentar uma introdução rápida sobre a trama, o jogo coloca na tela de abertura mesmo a namorada de Felix sendo raptada por um cientista em uma nave voadora que passa cortando a tela de título. Não há textos em parte alguma, é o jogo, a tela inicial e uma imagem animada com a namorada presa e apaixonada na tela final seguido de um The End. Nem os créditos aparecem em parte alguma, só na tela inicial.

Jogos assim possuem uma forte probabilidade de serem mal feitos ou com físicas e mecânicas fumadas. Mas não é o caso. Este jogo plataforma foi bem feito mas feito com a ideia de ser simples e fácil, bem fácil mesmo. E esse é o problema dele. Uma enorme variedade de jogos do Game Boy são bem casca grossa, independente do público-alvo ser, em geral, um garoto no banco de trás do carro do pai, como era de costume nos comerciais do Game Boy.

Claro, surpreendentemente descobriu-se que muitos adultos também tinham aderido ao portátil, pais que não jogavam games mas que tinham sido fisgados pelo Game Boy e principalmente, por sua arma secreta chamada Tetris… mas isso é outra história, o ponto que eu quero frisar é que jogos fáceis no Game Boy, do mesmo jeito que Felix foi desenvolvido, não era algo tão óbvio ou normal assim.



A questão é. Essa facilidade destrói a diversão? Sim, destrói. Eu comecei a jogar para testar e 25 ou 30 minutos depois cheguei no final já na primeira tentativa. É quase como participar de um desenho do Felix, banhado em verde oliva, e não jogar efetivamente com o Felix. Eu diria que para jogar uma vez só ele é aceitável. Porém, altamente descartável.

E o pior é que isso tudo acontece justamente por não ter desafio algum, e não por outros motivos, digo isso porque as outras características do game são excelentes! Felix The Cat, é um jogo Fast Food, é bom mas de vez em quando.



O jogo é um plataforma que alterna entre fases de chão, água e voo. Sua vida são suas transformações e upgrades que acontecem ao pegar um coração com a letra “M” dentro. No início estamos apenas com a nossa bolsa mágica, que Felix usa para acertar os inimigos.

Assim como no desenho, sai de dentro da bolsa um soco retrátil que acerta os adversários. Esse é o primeiro nível, mas podemos pegar um coração e se transformar em um carro, e depois na sequência, um tanque.

Essas transformações são vidas e upgrades ao mesmo tempo. Se algo nos atinge, retroagimos até chegar a simples bolsa mágica, e depois disso, perdemos uma vida. Como os corações de transformação aparecem com boa frequência, nossas vidas são recuperadas pois ao tocar algo perdemos um upgrade que pode ser rapidamente recuperado logo em seguida.

Ao pegar um desses upgrades, uma barra com vários corações aparecem em fila embaixo na tela indicando o tempo em que eles ficarão ativos. Mas esse tempo é tão longo que podemos quase que desconsiderá-los, além disso existe um outro marcador de tempo em números mesmo, para que cheguemos ao final da fase, mas outra vez, o tempo é tão suficiente que praticamente podemos ignorá-lo também.



É disso que eu estou falando. O jogo oferece muitas coisas legais mas a facilidade estraga tudo! Esse sistema de evolução quando estamos na água adquire formas diferentes, indo da transformação de bote, golfinho e submarino.

No ar a criatividade da bolsa mágica de Felix continua, ele pode se transformar em guarda-chuva voador, balão e caça! Do ponto de vista gráfico e visual o jogo é excelente, muito criativo a mostra vários elementos do mundo do desenho animado.

O jogo possui 3 continues, mas duvido que a maioria dos jogadores vá realmente precisar de todos eles, só se estiver muito desconcentrado ou for formado em Ciências do Videogame Leite Com Pera, na UniToddy, Universidade do Achocolatado Toddynho.

O que eu fico indignado com exemplos assim é que jogo é muito bom. Tem uma variação de desenhos excelente, e de jogabilidade idem. Pois se nos transformamos em várias coisas, nossa forma de jogar também muda de várias maneiras. Os temas das fases está bem legal e a parte sonora é básica mas surpreende, como por exemplo na fase aquática onde temos algumas notas que fazem referência direta ao filme Tubarão.



Eu não vou reclamar das fases serem curtas porque isso era uma característica dos jogos Game Boy, principalmente com versões que vinham do Nintendo ou Famicom. Mas eu me pergunto porque o pessoal não colocou um sistema de seleção fácil, médio e difícil, para pegar vários públicos e aumentar a vida útil do jogo? Uma pena, Felix The Cat é muito bom em quase tudo, menos no principal.



Comentários

  1. Eu joguei a versão de NES, pra um jogo de plataforma era bem legal, mas nada surpreendente. Umas semanas atrás fiquei assistindo ao remake dos anos 90 desse desenho e é uma das coisas mais loucas e bem animadas daquele período.

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    1. É isso mesmo que eu quero fazer também Doc. Ver uma sequência do desenho animado. Eu sei que ele possui um humor bem doido!
      O jogo de NES eu não joguei ainda, espero que seja mais difícil pelo menos...
      Valeu Doc!

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  2. Lembro de quando pequeno jogar o de NES (em um emulador de NES para PS1), mas lembro pouco do jogo, tipo tu usar a bolsa para dar porrada nos inimigos.

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    1. Eu diria que ele é um pouco obscuro mesmo Duran. Como sempre o NES é mais conhecido, preciso dar uma olhada nele talvez seja o jogo que o Game Boy não conseguiu entregar.
      Valeu Duran!

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  3. Esse eu joguei naquelas fitas de 50 jogos que o gameboy tinha antigamente e que arrumei emprestada de um colega. Eu me lembro que achei legal tudo do jogo, menos a dificuldade. Eu gostava das mecânicas mas era realmente um jogo que até ficava chato. Mais uma vez, ótimo texto. Abraço.

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    1. Que legal saber que alguém jogou na época e no próprio portátil. As mecânicas são ótimas mesmo.
      Grande abraço Sílvio!

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  4. Pô, se este jogo for fácil que nem The Little Mermaid do NES, eu topo jogar numa boa. Pelo menos o da sereia eu curti, mesmo sendo facílimo. A mecânica é gostosa, o jogo é bacaninha, não tive do que reclamar. Gato Félix do GB se enquadra nesse tipo de situação? A parte criativa pelo menos eles acertaram, se a mecânica for boa, eu não teria do que reclamar também.
    Jogo de personagem assim normalmente as empresas não enfiam muitos desafios mesmo, faz parte. Acho que mesmo na época deixavam mais acessível de propósito.
    Talvez o fato de ser um jogo para portátil também ajude um pouco aí nessa facilidade toda.
    Já que dá pra terminar em meia hora, vou colocar na lista e jogar. Bom jogo pra fazer número na lista de jogos terminados (eu não era assim, mas tô ficando velho e falta muito pra chegar em 500 jogos terminados! kkkkkkkkkkkkkkk).
    Cuidado pra vc não ficar velho demais também com esse resmungo todo! ahuahuhauhaua
    Valeu Ulisses! Não me odeie pelas zueiras!

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    1. Nunca jhogueia sereia Cadu mas um monte de comentários por aí já me alertaram da facilidade, acho que Felix é por aí mesmo, só que eu acho os gráficos do gato melhores.
      Kkkkkkkkk tem jogo que simplesmente me trazem o lado mais rabugento mesmo Cadu kkkkkkkk Valeu!

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