Tudo Que É Ruim É Bom Para Você

O post a seguir é uma breve resenha do livro somada a minha argumentação pessoal. Portanto nem tudo que o post cita se refere ao livro, sem perder, obviamente, a intenção de resenha e divulgação da obra.

Steven Johnson no livro “Tudo Que é Ruim é Bom Para Você”, defende as mídias populares e de massa como uma forma de aprendizado. Ele foca nos Games, TV, Internet e Cinema.

Essas quatro mídias são analisadas por Steven na sua estrutura e complexidade no decorrer dos anos, e a conclusão do autor é, ao contrário do que muitos críticos dizem, que a cultura de massa está ficando cada vez mais complexa e que até mesmo o produto ruim de hoje é melhor do que o ruim de tempos atrás.

Na defesa do videogame Steven se apega a dois argumentos bem simples. O argumento do sistema de recompensa que nosso cérebro tem ao resolver problemas no jogo, e ao argumento da própria complexidade implícita do jogo mascarada de diversão. O autor faz uma defesa do videogame sem cair nas frases típicas que muitos jogadores repetem feito um mantra e que são totalmente ineficazes para convencer alguém de fora do mundo dos games de que videogame não é apenas coisa de criança ou alguns simples joguinhos. Algumas dessas frases são:

“aprendi inglês jogando videogame…”
“o videogame superou a indústria do cinema...”

Claro, são coisas reais, não é que eu discorde completamente das afirmações acima, o problema é que todas elas ou são parcialmente verdades, ou se estão corretas são péssimos argumentos para convencer alguém  de fora do mundo virtual dos jogos de que o videogame não é uma coisa tola ou total perda de tempo. O legal do livro do Steven é que ele foi escrito para pessoas em geral e não apenas para quem gosta de videogame, porque aí seria fácil "convencer" um público que já gosta do tema a aceitar os argumentos do autor facilmente.

Eu, Ulisses 8 Bits, amo videogames, mas se a realidade mostrar que eles são fúteis, úteis, importantes ou vulgares, eu aceito o que vier, eu jamais iria defender uma causa falsa só porque simpatizo com ela. Eu busco a verdade, e nesta busca eu vou errar feio em alguns pensamentos e acertar algumas vezes, sou humano, faz parte do jogo, mas se a realidade vai se mostrar boa ou ruim é algo que temos que aceitar.

Voltando a defesa de Steven, dentro do jogo, em um desafio próximo ou um “sub desafio”, bem típico nos games, como conseguir uma “flor do fogo” em Mario ou aquela arma que atira em três direções que é ótima em Contra, estamos a todo momento sendo desafiados mas recebendo pequenas recompensas “químicas de prazer” por nossas ações. Neste caso a recompensa de poder atirar, crescer ou acertar vários oponentes em três direções. Em outras palavras, não há monotonia.

Claro que a grande recompensa final é zerarmos o jogo, mas até lá, temos pequenas mas importantes “sub recompensas” pelo caminho, viciando o nosso desejo de ir cada vez mais longe, passando por fases e reforçando a nossa vontade de continuar até o final do game. Isso facilita um processo de aprendizado mesmo que indireto. Um exemplo que o autor cita é o jogo Sim City 2000 que ao apresentar ao seu sobrinho de 7 anos, que não sabia nada do jogo, depois de algumas horas ele conseguiu internalizar toda a estrutura complexa de se formar uma cidade, e vendo o autor com dificuldades em determinada etapa do jogo ele sugere ao tio que diminua os impostos na área industrial.

Isso é incrível. Um jogo de videogame fez uma criança de sete anos ter um insight sobre uma coisa chamada Teoria Econômica! E exemplos assim existem nos mais diversos jogos, até os mais simples.

Ninguém vira economista ou prefeito jogando games (mesmo jogando com o Haggar de Final Fight), ninguém aprende efetivamente um idioma só jogando games, e seus peitos não irão crescer jogando Tomb Raider, mas o que o autor defende, e eu concordo com a ideia, é de que os jogos podem potencializar e até mesmo construir novas formas de aprendizado para que algo mais denso venha depois. Muita gente começou a aprender inglês porque queria terminar um RPG e passou horas com um dicionário ao lado do controle traduzindo palavra por palavra para poder entender o jogo. O videogame foi um estímulo inicial potencializador para aprender inglês efetivamente.

Entender que a “manipulação” de impostos em um “joguinho” pode afetar os resultados de um sistema é algo que pode ser ensinado a uma criança que joga simuladores como Sim City. E este é um tipo de conhecimento que vai ser útil em outros desafios da vida dela, mesmo que seja o desafio de ler as páginas de Economia de um jornal no futuro.

Pac Man por exemplo. Os objetivos são muito simples, mas ao jogar e jogar, passamos a criar estratégias e melhor que isso, entender que os fantasmas se movem com personalidades distintas, com movimentações distintas, e não de forma aleatória. Jogando Pac Man podemos exercitar a arte de prever padrões, algo que usamos em toda nossa vida! Quem assiste uma partida de fora, olha o caos, quem joga, vê padrões. Agora imagine jogos mais complexos como os jogos on line em tempo real, que várias decisões precisam ser tomadas no exato momento em que elas estão acontecendo, isso desenvolve habilidades de administração de recursos, tempo e distribuição espacial de uma forma poderosa e que o gamer vai usá-la naturalmente e de forma automática em outras atividades de sua vida.

Ou os jogos tipo FIFA, que compõe inúmeros times e uma quantidade absurda de jogadores e variáveis disponíveis, ou, claro, os jogos de luta, que nos obriga a prever movimentos para vencer mais facilmente. Acho que se por um lado os jogos de tabuleiro e principalmente o Xadrez, possuem uma aura de “intelectualidade”, e ninguém discute a importância do Xadrez e como ele pode ser complexo e interessante para o desenvolvimento cognitivo de um jogador, o mesmo deveria acontecer com alguns games que são tão complexos quanto e também exigem atributos mentais que fogem ao senso comum de que games são apenas reflexos.

O livro é repleto de exemplos e ótimos argumentos neste sentido. Isto é, como que ideias complexas são aprendidas dentro dos jogos de uma forma praticamente não intencional mas que são absorvidas pelo puro prazer de poder dominar o jogo. O autor repele a ideia simplista de que os games oferecem apenas uma “melhoria de coordenação motora e visual”, frase que se tornou repetitiva na mídia quando faz alguma matéria pró videogame.

O videogame é um entretenimento e quem decide se ele está cumprindo sua “função” é o público que o consome. Mas é claro, se é um fato que ele pode ser mais que entretenimento, e isso pode contra argumentar vários críticos que não conhecem daquilo que criticam, então, melhor ainda. Por isso gostei deste livro.

Ao iniciar o livro o autor faz uma analogia inversa partindo da premissa hipotética de um mundo onde os videogames fossem centenários e os livros fossem algo novo de uma nova tecnologia. Ele inverte o papel "livros vs games" para provar que podemos cometer erros na forma de criticar algo simplesmente por ser algo novo, ou por preconceito e desconhecimento. Embora a ideia seja interessante o resultado final ficou fraco porque além de ter várias falhas na argumentação caindo nitidamente a um exagero do videogame como algo bom, a analogia em si não faz sentido. Nenhuma analogia é perfeita, e é por isso mesmo que este recurso existe, mas isso não significa que toda analogia é válida.

Não funcionou como deveria funcionar, e isto aparece bem nas primeiras páginas levando o leitor a pensar que Steven vai fazer de tudo e distorçer o que for possível para provar sua tese, mas não é isso que ocorre, é apenas um início ruim, uma analogia ruim que poderia ter ficado de fora do livro, mas abstraindo isso, todo o resto vale a pena. Foi só um tropeço. O autor embora tenha feito o trocadilho "ruim vs bom" no título do livro, ele não põe o dedo na ferida dizendo exatamente o que as pessoas classificam como ruim e porque elas estão erradas. Ele faz uma defesa do lado bom sem se ater as críticas.

Eu diria que é uma forma de ataque indireto. E como o livro foi escrito em 2005/06, muitas questões nem eram tão fortes ou perceptíveis como as transações em jogos mobile de hoje ou os games on line em relação ao vício. Neste ponto eu até entendo essa falta.

A defesa da TV é uma das mais controversas de todas, até mesmo para mim é uma barreira e tanto ler alguém defendendo a televisão como uma forma de aprendizado na cultura atual e “pior”, de que a TV de hoje é melhor que a do passado, pelo menos no seu aspecto estrutural.

Faz mais de 15 anos que não assisto TV. E não é porque eu quero parecer diferente ou melhor do que outras pessoas, nada disso, simplesmente a TV foi ficando muito chata e foi perdendo espaço para a internet no meu gosto pessoal. Só isso. A última coisa que acompanhei diariamente na TV aberta foi a novela “Anjo Mau” da Globo. Depois disso eu só “assisto” TV de forma passiva, isto é, em locais aleatórios onde eu não tenho escolha, tipo na fila da lotérica ou na sala de espera do dentista. Locais onde por natureza da situação eu sou “obrigado” a ficar perto de uma TV ligada.

Portanto todas as minhas referências televisivas são de 1997 para trás. Mas repetindo, quem gosta de TV tem que assistir mesmo, eu fazia isso e cada um sabe a forma que vai gastar seu tempo com entretenimento. O tempo livre é seu, gaste-o como quiser. Bom, aqui é preciso fazer um esclarecimento ao leitor. O livro trata da experiência americana do autor, onde novelas são entendidas como os seriados no estilo “24 Horas” e “ER”, e obviamente Steven não fez uma análise da nossa realidade, uma realidade via Rede Globo ou até mesmo das famosas novelas mexicanas.

TV, na visão do autor, é “Os Simpsons”, “Dallas”, “Nova York Contra o Crime”, “The West Wing” etc, é dessa TV que ele está falando, ou até mesmo de séries bem antigas como “I Love Lucy” chegando as atuais como “Friends”.

Quando o autor fala de Reality Shows ele cita como lixo, porém atenua ressaltando algumas qualidades, no caso o programa “O Aprendiz” americano. Veja a diferença, eu não sei se ele conseguiria fazer o mesmo com os BBB´s. O problema é que ele faz uma análise bem técnica mesmo, e não uma abordagem de eu acho que isto é superior a aquilo simplesmente “porque sim”.

O autor defende que os programas de antigamente eram muito simples nas suas linhas narrativas, por exemplo, poucos personagens e poucas tramas principais em um programa de 30 minutos, e que hoje, um capítulo de uma série pode ter vários personagens importantes, com vários traços biográficos, e com várias tramas paralelas dentro de um mesmo episódio, e que podem em algum momento se entrelaçar, o que deixa tudo ainda mais denso.

Isso se deve ao fato de que o público de TV dos anos 60/70 era iniciante e inexperiente com a mídia nova e por isso os programas precisavam ser “mastigados” e auto explicativos, e que hoje em contraste uma série como “24 Horas”, é absolutamente mais complexa e faz questão de confundir o telespectador e não de ajudá-lo. Faz parte da “brincadeira” essa busca e descobertas que o próprio telespectador precisa fazer. Em outras palavras, a TV não é mais essa caixa passiva que todos rotulam, no decorrer dos anos ela foi exigindo do telespectador mais atenção, concentração e discernimento.

Inclusive na defesa dos “reality”, o autor usa um argumento focado na chamada “Inteligência Emocional”, mostrando que esse tipo de inteligência só pode ser desenvolvida com plenitude (obviamente considerando apenas as mídias citadas) pela TV, pelos “reality´s” e pelos programas de entrevistas de baixo nível ou até mesmo entrevistas de presidenciáveis em época de eleições. Que convenhamos, é de baixo nível também em alguns momentos. O que o autor quer dizer é que por pior que seja um programa dos citados acima, certas nuances de comportamento ou até mesmo da fisionomia da face humana podem expressar diversos tipos de sentimentos e emoções que só a TV consegue entregar, esse tipo de informação é útil para as pessoas exercitarem sua inteligência emocional.

Em outras palavras, um candidato a presidência pode ter atitudes bem diferentes se está dentro de uma cabine de rádio ou se está “nu”, na frente das câmeras de uma estação de TV. Basicamente é isso.

A TV ficou mais densa e possui uma vantagem no exercício da inteligência emocional. É claro que o livro traz muito mais que isto, faz ótimas demonstrações em defesa da TV e traz inúmeros outros exemplos.

A defesa da internet foi bem fraca ao meu ver porque Steven não trouxe nada de original, nada que muitos há tempos vem pensando e escrevendo sobre a mídia. De certo modo eu até entendo, os críticos da rede aos poucos estão sendo engolidos por ela, engolidos eu quero dizer estão adotando ela cada vez mais em suas vidas e isso obviamente modifica a forma de uma pessoa tratar a coisa.

Criticar algo que agora faz parte da sua vida é bem mais difícil. O livro é de 2005/6 e muita coisa de lá para cá mudou na rede, acredito que se este capítulo fosse escrito hoje, provavelmente seria bem diferente, aliás, hoje em dia eu acho que a Internet nem deveria figurar na lista de mídias a serem defendidas, já que poucos conseguem a proeza de diminuir a importância deste meio de comunicação. Exceto, é claro, os que entram no submundo das teorias da conspiração dizendo que o Google está derretendo nossas memórias ou de que em pouco tempo teremos máquinas escravizando humanos etc. Eu acho que a realidade já é bem instigante e não precisamos nos preocupar com máquinas, pois já temos humanos escravizando humanos a um bom tempo.

Na defesa do cinema o autor retoma um pouco o estilo e argumentação que fez com a TV buscando demonstrar como os filmes ficaram mais complexos.

Mas aqui cabe uma observação muito importante. Steven não está falando de coisas como valor estético, moral, etc. Portanto ele não está dizendo que “E O Vento Levou” é pior ou melhor que “Legalmente Loira”, nada disso. A análise dele foca a estrutura da mídia, não seus valores.

Outra coisa importante é que o autor faz questão de comparar laranjas com laranjas e cenouras com cenouras, isto é, toda comparação feita é levando em conta as proporções, isto é, filmes bons atuais com filmes bons antigos ou ruins do passado versus ruins da atualidade. Um exemplo desta complexidade do cinema e portanto da melhora da densidade mental exigida do público que assiste cinema é exemplificado na comparação “Guerra Nas Estrelas” versus “O Senhor dos Anéis”, onde este possui uma estrutura narrativa muito mais complexa do que o primeiro.

Da mesma forma que um filme como Matrix, feito com a intenção de confundir o espectador, jamais teria feito sucesso ou seria pensado no passado. Isso falando da estrutura narrativa dentro do cinema mesmo, excluindo por completo questões técnicas como a computação gráfica etc. É sobre a estrutura narrativa que ele fala não das tecnologias de filmagem. Em outras palavras, o público e o cinema do passado não tinham o mesmo poder e densidade que o cinema de hoje tem, fato demonstrado pelo sucesso de filmes como “Matrix”. O que o autor tenta provar no livro é que no todo, em geral, o cinema ficou mais complexo e exige mais do espectador do que os filmes mais antigos. Só que durante as pesquisas de Steven ocorreu algo estranho com o cinema. Mesmo tendo essa tendência em ficar mais complexo, ele observou uma certa estagnação.

A explicação seria de que um filme de 2 horas não tem como competir com um seriado que pode ter dezenas de horas em uma temporada completa, e portanto o cinema não tem tempo o suficiente para poder ficar mais complexo continuamente. Já um seriado como “Friends” teve 10 anos de tempo para desenvolver personagens e narrativas. Muitas vezes uma piada em Friends na sexta temporada, por exemplo, só pode ser entendida se o autor assistiu a primeira... anos antes.

O livro finaliza com uma exaustiva, porém interessantíssima defesa da cultura popular como um todo, mostrando que nossas habilidades em resolver problemas aumentou bastante no decorrer das décadas. Se o livro não te convencer até este ponto, a parte final se esforça muito e com ótimas comparações e argumentações que podem fazer o leitor mais resistente mudar de ideia e abraçar as ideias de Steven no final do mesmo.

Aqui eu faço um alerta ao leitor. O livro tem duas fases bem distintas e que não estão expostas no índice. É algo que só lendo você percebe. Na primeira ele defende de forma mais generalista as mídias games, tv, cinema e internet, o que toma 50% do livro. A segunda parte o texto engata a primeira, pisa no acelerador e exige do leitor uma concentração bem maior, o texto fica bem mais denso. Não que fique mais difícil ou use termos técnicos, não é isso, mas a quantidade de ideias, dados e comparações aumenta bastante, fazendo a velocidade de leitura cair naturalmente para que possamos acompanhar a linha de raciocínio do autor.

Ao terminar de ler “Tudo Que é Ruim é Bom Para Você” eu tive uma percepção e até mesmo uma certa esperança de que as coisas não estão tão ruins quanto a gente pensa. As massas estão ficando mais alienadas ou de algum modo estão melhorando? Eu não tenho a resposta, e o livro se esforça para provar que sim, as coisas estão melhores no que tange o nosso consumo cultural.

Mas de qualquer forma uma coisa é certa. Hoje as pessoas possuem um leque de opções muito maiores que antes, e sim, temos coisas muito boas e muito descartáveis a disposição, seja nos games, música, TV ou cinema.

A grande vantagem dos tempos atuais é que temos mais acesso ao lixo e ao luxo. E se de fato Steven Johnson tiver razão, as coisas estão melhores ainda, porque além de mais acessíveis, até mesmo o lixo está um pouco melhor.

Fonte:
JOHNSON, Steven.Tudo o Que é Ruim é Bom Para Você. Zahar, 2006.


Comentários

  1. Gosto de games pelo simples prazer de jogar, mas não normalmente não consigo chegar no final, pois tenho atenção dispersa.

    Atualmente pilotos de corrida e de avião passam centenas de horas treinando em simuladores, que nada mais são do que video games robustos e caros.

    Já foi provado que games melhoram a concentração, então eles não são fúteis, mas ferramentas que podem aumentar nossa produtividade ou bom humor.

    televisão é lixo e jornais também. leitura somente em livros e blogs.

    abç!

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    1. Valeu Scant! Eu li seu comentário quando você escreveu antes, é que o texto vazou antes do esperado porque eu sempre faço algumas modificações até publicar. Se você reler vai perceber que mudou pouca coisa, foram poucas mudanças do texto anterior.

      O videogame vai ganhando importancia em diversos campos, principalmente treinamento e até medicina, os jornais e a mídia em geral é um perigo quando a gente se informa por apenas e somente um canal.
      A internet sem dúvidas é bem mais livre mas não está isenta de ter blogs parciais com cara de imparciais da mesma forma que ocorre na TV, mesmo assim na rede é mais fácil detectar uma mentira!

      Abração Scant!

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  2. Muita coisa aí é complexa, principalmente se tratando em cultura de massas, mas acho alguns pontos falhos no texto, eu tinha um comentário mais completo da vez que o texto "vazou". Mas eu discordo do cara quando ele diz que hoje as coisas são mais complexas e que antigamente o conteúdo era mais raso. Por exemplo, a música pop dos anos 60 era muito complexa, assim como no cinema pop tinham filmes como planeta dos macacos, que é cult hoje, mas na época era mainstream. Muito da complexidade de hoje é galgada e referenciada em obras do passado. Enfim, acho esse tipo de comparação meio insípida, até porque a gente não tem um novo matrix desde...

    A parte dos games dele tem alguns aspectos interessantes, mas também tem aspectos que desmontam alguns argumentos ao se tentar responder perguntas como "o que era esperado do jogador dos anos 80, e o que é esperado dos jogadores de hoje?" Tipo o nível de abstração que essas gerações tem que atender nos jogos é bem diferente.

    Bom texto Ulisses, aliás, parabéns pela franqueza que escreve, me desculpe se não tou me fazendo sentido nesse post é que eu já tou pra dormir hehe.

    Abraço.

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    1. Ótima colocação Sílvio. A música é um exemplo interessante mesmo! Tem razão.
      Não sou um conhecedor de cinema mais antigo mas pode ser que realmente existam falhas na argumentação do autor em relação a isso, talvez não exista uma linha "evolutiva".
      Muito obrigado mesmo pelo comentário Sílvio e pelos argumentos sobre o texto.
      Grande abraço!

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