Videogame Na Capa: Uma Viagem No Tempo


Esse resumão é porque dificilmente essas capas renderiam um post mais robusto separadamente, por isso resolvi compilar tudo de uma vez. A coleção não tem uma lógica ou um tema  em comum, exceto por serem coisas relacionadas ao videogame e que surgiram em edições impressas e fotos avulsas em algum lugar no passado. Imagens como esta da revista Time de 1993 que segue abaixo.

Time 1993

A Time de setembro de 1993 traz o videogame na capa. E com um tom de febre, alarme, ataque! O “ataque dos videogames” anuncia a revista. O destaque é que os games possuem gráficos super realistas e são uma indústria maior que a do cinema, isso já em 1993! Eu não tive acesso ao texto da matéria, não sei qual foi o tom da revista, mas imagino que a Time tenha se posicionado de uma forma mais amigável do que agressiva. Mas é um palpite, só lendo para ter certeza. Eu acho que o diagramador tinha uma preferência pelo Sonic, já que ficar dentro da logo da revista, entre o "I" e o "M", não deixa de ser um destaque.

New Yorker 1996
Outra capa interessante é esta da New Yorker de dezembro de 1996. Aqui na imagem nós temos uma crítica direta ao modo como as crianças se divertem hoje em dia em relação ao passado. Podemos ver no quadro que fica ao fundo da imagem, crianças “perplexas” na pintura de um passado distante, observando, atônitos, a nova geração de 96 com seus videogames e dispositivos eletrônicos. A foto ao fundo destaca o bambolê. Já em primeiro plano temos três crianças se divertindo com 3 videogames.

O primeiro é um misto de computador com controle de Nintendo 64 (1996). Digo isso porque a criança segura a base do controle com uma pegada central, que obviamente indica que aquele controle possui 3 “pernas”. O segundo é bem mais fácil identificar. O garoto sentado no sofá esta se divertindo com um Virtual Boy (1995) amarelo, afinal de contas o design do Virtual Boy é digamos… único.


A terceira é a garotinha que deitada no tapete brinca com um portátil. Mas que portátil é esse? À primeira vista, por incrível que pareça, o dispositivo é bem semelhante a um Nintendo Switch em modo portátil. Mas em 1996? Impossível. Eu pensei no Game Boy e Game Gear… mas o formato não bate. O Game Gear até poderia ser mas… o portátil é de 1990, muito antigo para a data da revista! Depois pensei no Lynx da Atari. Mas não faz sentido um portátil de 1989 que foi descontinuado justamente em 1995 aparecer na capa de uma revista de 96 com os outros videogames atuais. Daí eu lembrei de um portátil de época… o Sega Nomad que é de 1995. Ele se parece com o desenho, acho que foi ele o aparelho de inspiração, mas não tenho 100% de certeza.

A Conquista Da Matemática 1998
E quando a gente menos espera o videogame aparece até em livros didáticos. A imagem de destaque não é da capa, mas de uma de suas páginas internas que mostra um Super Nintendo em ação. “A Conquista Da Matemática” é um livro didático da 5ª série que nas páginas de exercícios de um dos capítulos usa a ilustração do console para dar apoio a um dos exercícios propostos. Obviamente o exercício não interessa aqui, mas observem a imagem!


Nela aparece um Super Nintendo “Baby” que foi lançado em 97 eu acho. E se eu não me engano era vendido com apenas 1 controle nesta versão do console. Na tela temos o jogo Top Gear. Mas na tela aparecem dois carros parados, jogados na lateral da pista, os jovens nem se quer estavam de fato jogando. Muito diferente ver um Super Nintendo dentro de um livro didático.

I Hate Video Games 1982
Em The Official: I Hate Video Games, temos um livro que traz com muito humor e sarcasmo a febre dos videogames na época. Escrito por uma mulher, o tom de ironia ganha um sabor diferenciado. Com breves textos e ilustrações, a autora despeja seu humor crítico em situações diversas do cotidiano. O livro é quase um retrato social de época baseado em charges.

Na imagem temos a evolução do crânio de jogadores viciados em jogos. Sendo que começamos como um gorila, passamos a um Homo Sapiens e chagamos a um Homo Videoensis. Obviamente a referência ao Pac Man é a única original de um videogame. Basta ver a inclinação da abertura da mandíbula. Se bem que eu poderia incluir no gorila a imagem do Donkey Kong e na do humano a do Mario. Mais detalhes sobre o livro estão nas fontes no final deste post.

Gostaria de convidar o leitor para uma viagem ao ano de 1981 lá na cidade de Richmond, Virginia - EUA. Uma bela foto fará este transporte.


Não é uma capa mas é uma imagem fantástica! Ela é de um blog de um rapaz que mora na cidade de Richmond. Ele faz um balanço entre presente e passado com fotos da cidade. Geralmente ele posta fotos antigas de um lugar e compara com a mesma imagem hoje. Ou, simplesmente tira fotos antigas para abastecer o blog. Neste caso ele postou uma imagem de um estande de uma loja que estava vendendo videogames. A foto é de 1981. Podemos perceber muitas coisas legais na foto.

vintagerva.blogspot.com.br
foto:1981
Primeiro que existe um aviso bem grande anunciando que é permitido jogar ali por apenas 5 minutos! O que demonstra a procura pelo local. Que delícia ver logo acima do aviso 4 televisores ligados em 3 consoles diferentes. Um Atari, um Odyssey e um Intellivision. A última TV repete no Atari. Logo podemos deduzir que este console era o mais procurado. Outra coisa sensacional que podemos ver ali é que temos muitos jogos de Atari em exposição e bem menos dos concorrentes. Acima, lá no topo, temos a descrição “t.v. games”. Um termo muito utilizado para diferenciar consoles de arcades ou portáteis clones de Pong.

Os jogos que aparecem nas telas são na sequência da foto da esquerda para a direita: Warlords (Atari), Speedway (Odyssey 2), NFL Football (Intellivision), Asteroids (Atari). Uma imagem de arrepiar porque ela demonstra o quanto os jogos da época eram tratados e levados a sério como hoje em dia, comercialmente falando. No link da fonte logo abaixo é possível ver a foto com resolução máxima no blog do autor. E observar melhor os detalhes que citei.


Video 1986
Na metade dos anos 80 o videocassete era uma febre. A possibilidade de gravar, em casa, programas de TV era uma ideia genial, uma coisa sem precedentes no entretenimento. Além disso a forma de consumir filmes mudou drasticamente com o advento das video locadoras. Foi aí que veio a ideia de fazer “jogos de videocassete”. E é exatamente isso que a revista Video de 1986 traz na capa.

Alguns eram nada mais que jogos de tabuleiro onde as imagens na tela da TV servia de guia e ilustrava situações. Outras empresas mais ousadas usavam consoles eletrônicos para tentar de alguma forma interagir com o jogador. Essa interação jamais poderia ser plena com um “jogo” de videocassete, pois na verdade o que tínhamos era um filme que estava cheio de marcações para auxiliar o jogo em si, em papel ou eletrônico. Pense da seguinte forma. O VCR Game era como os jogos de SEGA CD em FMV (Full Motion Video) só que sem interação direta, isto é, algo pior. Essa tentativa de criar um novo nicho de mercado aparece exposta na capa da revista Video de novembro de 1986. Não é à toa que a imagem faz uma montagem entre uma fita de videocassete e um jogo de tabuleiro, onde os caminhos do jogo se confundem com uma trilha magnética da fita.

Video 1978
Agora imagine uma criança, adulto ou jovem disposto a jogar videogame em 1978, por onde ele deveria começar? Em 1978 temos a edição de Video que traz um catálogo com vários games à venda no momento. Mas o que era possível comprar em 1978 quando o assunto era videogames? Os jogadores tinham a opção de comprar vários Pong´s clones para se divertir por um preço mais baixo, ou investiam nas novas e poderosas máquinas do mercado que traziam jogos avulsos e gráficos surpreendentes. Acredite. Variações de Pong perto de um Atari dava muita diferença, o Atari foi um salto gráfico, estrutural e de gameplay extraordinários! Mas para ter essas máquinas era preciso pagar mais por isso. Por exemplo. Era possível comprar o novíssimo Atari de 1977 por $189,95, ou um Fairchild Channel F (que também usava cartuchos) de 1976 por $ 169,95 ou um Pong clone que podia variar de 30 a 80 dólares. Esses valores são sugeridos pela revista.

Nesta época, o conceito de usar cartuchos de qualquer coisa para armazenar entretenimento era algo novo. O videocassete era uma super novidade e muita gente ainda não tinha em casa, eu presumo isso porque o sistema VHS só veio em 1976. E foi o VHS que barateou e popularizou o videocassete. O walkman, que popularizou o uso de fitas cassetes no mundo todo, ainda não tinha sido lançado. Quer dizer, um Atari ou um Channel F, eram produtos de ponta. Com um conceito avançado de tecnologia. O uso de cartuchos avulsos para jogos. É claro que a tecnologia de colocar informação, música etc dentro de um cartucho já existia no mercado, a RCA, por exemplo, desde 1958 produzia cartuchos de áudio. Mas era tudo localizado, não era uma mídia de massa como os LP´s e as k7´s que ganharam o mundo depois, principalmente pós Walkman. O motivo da capa ter uma mulher sensual de batom vermelho é porque um controle de Atari com um botão igualmente vermelho no lugar não chamaria tanto a atenção.

Algumas imagens são realmente impactantes pelo fator nostalgia. Uma imagem quando recente geralmente tem a função única de ilustração ou de registro, mas conforme o tempo passa, dependendo da imagem e da pessoa que a vê, ela (a imagem) adquire um poder de nostalgia e resgate do passado sem precedentes. Embora seja quase "lugar comum" as pessoas associarem jogos antigos com nostalgia, eu acho essa ideia muito equivocada. É claro que existem jogos que nos trazem boas lembranças da infância ou juventude, isso é normal, a nostalgia é um sentimento como outro qualquer. Mas um jogo é bem mais do que isso.


Um jogo antigo é bom porque jogá-lo é bom. A data do game é uma característica irrelevante se você realmente gosta de jogá-lo. As pessoas não ficam datando a música, por exemplo, dizendo que vai ouvir uma retro música ao tocar Rolling Stones ou Beatles. Ela simplesmente ouve música. É claro que eu uso o termo retrogame, retrogamer etc, mas só como uma ferramenta, em momentos muito específicos. O videogame deveria ter o mesmo tratamento que a música neste sentido. Eu sei que um jogo possui muitas características que se modificam dependendo do momento e da tecnologia de determinada época. Abrindo novas possibilidades de narrativa e gameplay. Mas o mais importante é o jogar. E isso é atemporal. Mesmo que um jogo seja um produto de tecnologia, antes disso, ele é um jogo! Para entreter e divertir!

Mas voltando a questão da foto/nostalgia. Se um jogo não depende de nostalgia para ser um jogo bom, a foto de um jogo pode depender sim. E tem uma foto bem famosa na web que faz tempo mexe com meu coração. E a imagem é esta da Angélica jogando um Atari/Dactar.

"Como nos momentos em que eu jogo videogame. Me desligo do mundo e me distraio para valer"

Angélica 16 para 17 anos em abril de 1990
http://cidadaoquem.blogspot.com.br

Eu sempre quis saber de onde ela veio e quem postou ela. Para saciar esta dúvida eu analisei os contornos da foto buscando entender o desenho do lay out para ver se este desenho se encaixava em alguma revista antiga da Angélica. Eu só tinha esta informação em mãos. Era uma revista antiga, já que a Angélica era novinha, e provavelmente era uma revista de fofocas e/ou sobre celebridades. Era pouca informação, ninguém dava os créditos da origem, embora a imagem seja replicada bastante. Eu tinha de saber.

Depois de algumas tentativas sem sucesso, me veio a mente a ideia de buscar ajuda com os fãs da cantora/apresentadora. Ora, se tem alguém que poderia saber sobre a foto este alguém provavelmente deve ser um fã que tenha um blog ou site sobre ela. Eu cheguei até um blog que se chama Angélica Collection. Foi lá que encontrei um post que trazia imagens de uma entrevista com a Angélica exatamente no formato da imagem nostálgica! Quando eu bati o olho nas fotos eu tive aquela sensação de que aquela era a revista da qual a foto saiu. Mas infelizmente eu não achei a foto dela dentro das páginas postadas. Havia duas hipóteses.

  1. Ou a pessoa não postou justamente a página que comprovaria a fonte da foto ou...
  2. por uma terrível coincidência, aquela não era a revista certa

Deixei um comentário para saber o que de fato era. E o dono do blog me responde que era aquela revista, sim! Só que ele não tinha postado justamente a página que tinha a foto clássica... justamente a página que me daria "prova material" da origem da Angélica com o Dactar. Bom, pelo menos eu sabia qual revista era. Sétimo Ceu 1990 - Fotonovela da Vida de Angélica, a vida de uma estrela.


Mas ainda não acabou. Eu precisava de uma segunda fonte pelo menos. Só para confirmar que de fato a imagem era da "Sétimo Ceu". Afinal de contas eu não tinha a página da foto dentro do contexto e não estava 100% seguro. Além disso, tinha o fato que eu queria saber quem foi que escaneou aquela imagem inicial da angélica com o Dactar, que todo mundo posta sem indicar a fonte.

Procurando pelo post mais antigo na web eu cheguei até o blog cidadaoquem, que data a postagem em 2009. Eu entrei em contato com o Miguel, dono do blog, que confirmou que foi ele quem escaneou a foto. Só por isso eu já estava feliz, enfim eu tinha achado a fonte da postagem da imagem... mas e a imagem? De onde ela veio? Era realmente da "Sétimo Céu"? Sim, era! Confirma o Miguel. Com a ajuda desses dois blogs eu, enfim, saciei minha dúvida.

Mas por que eu gosto tanto da imagem? O porquê é devido a quantidade de coisas nostálgicas que a mesma traz como se fosse um combo de emoções.

Coisas como a presença da Angélica, linda como sempre, que fez parte da minha adolescência quando eu assistia programas de tv. A frase que ilustra a foto tem tudo a ver comigo também. Não sei se foi frase dela mesmo ou invenção da revista, mas ficou legal de qualquer jeito.

Cinevideo Games 1991

E o que dizer do meu amado clone de Atari. O Dactar. Videogame que aparece na foto e foi justamente esse console que tive e joguei demais! As fitas em cima dele (na minha região, sempre chamávamos fitas para os cartuchos, isso só mudou na era Master System/Nintendo), ela jogando River Raid... simplesmente sensacional! Isso sem falar na combinação rack/videocassete/tv de tubo que quase todo mundo tinha seja na sala ou no quarto. A imagem é de 1990, e logo depois em 91 ou 92, a Angélica reaparece em uma revista antiga de games dizendo que adorava o Master System e que seu jogo preferido era o R-Type! Garota detonando jogo de navinha!

Radio Electronics 1975
Deixando a moça, com a pinta na perna mais famosa do Brasil e voltando à década de 70, chegamos nesta imagem. A Radio Electronics de 75 traz um Magnavox Odyssey 200 “nu” na capa. E em suas páginas internas a revista faz um breve retrospecto do que é um videogame (lembrando o leitor que o produto só tinha 3 anos de idade) e como ele funcionava. Sendo uma revista de eletrônica o público foi agraciado pelo esquema técnico do console distribuído pela própria Magnavox. Esse período da revista é incrível porque as pessoas não estavam preparadas, não tinham ainda assimilado que um televisor, aquele aparelho pesado e quadrado da sala poderia ser usado para jogar! Até o videocassete era novidade, imagine o videogame. Era de fato um quebra de paradigma.

Gostaria de ganhar um Atari mais o jogo Pac Man? É simples! Basta pegar o código impresso neste anúncio de jornal e comparar com o código do seu chocolate. Se os dois primeiros dígitos forem iguais, o prêmio é seu! Não ganhou? Mais uma chance. Se apenas coincidir o primeiro dígito, você leva o segundo prêmio. Um Pac Man Table Top da Coleco! Essa foi mais uma das promoções dos anos da “pac mania” nos USA em 1982.

Anúncio de 1982


Este foi apenas um texto para "por em dia" algumas memórias.

Fonte:
RADIO ELECTRONICS. December, 1975. TV Games At Home, p. 29
GIOVANNI, José Ruy. A Conquista Da Matemática, 5 série. FTD, 1998.
VIDEO. November, 1986. Let The Games Begin, p. 61
VIDEO. Winter, 1978. Which Is The Right Game For You, p. 12
TIME MAGAZINE. September, 27, 1993. Attack Of The Video Games
“5 Minutes Only”. Vintage Richmond
THE NEW YORKER. December, 16, 1996.
PRAGER, Emily. The Official: I Hate Video Games. 1982. , link: The Golden Age Arcade Historian
Angélica Collection
SÉTIMO CÉU. Abril de 1990. A Vida de Angélica
CINEVIDEO GAMES. 1991, ano IV, nº 2, p. 46


Comentários

  1. Aew! Já poderia fazer um ebook dissecando esses impressos. Só uma sugestão: Por que você não faz uma pesquisa sobre programas tipo o Hugo ou suportes estilo Power Line? Seria legal saber como funcionava de fato essas paradas mesmo tendo uma certa noção.

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    1. He he he daria um ebook mesmo se a gente for ler estas matérias todas, com certeza! O Hugo eu não sei se tem muita coisa a falar mas a Power Line deve ter coisas bem bizarras a respeito, Doc. Ótima dica! Valeu!

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    2. Adorei a matéria Ulisses! E como o Doc disse, eu queria algo do Power Line, seria super interessante saber sobre ele! Eu liguei uma vez para Power Line pedindo ajuda para GoldenEye 007 na fase secreta para pegar a Golden Gun! E não é que os caras me ajudaram hahahaha XD
      Parabéns pela matéria Ulisses! Shows de bola mesmo!

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    3. Valeu, Ivo. Putz que legal saber, você ligou pros caras? Sensacional!
      Quem sabe eu não faço algum post a respeito, ótimas dicas!

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  2. muito legal a pesquisa. angélica na época que era mais gata.
    quando era criança ficava abismado com a beleza e simpatia dela.

    abç!

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    1. Angélica maravilhosa! E aquela pinta dela foi um mega marketing sensual proporcionado pela natureza kkkkkkkk
      Valeu Scant!

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  3. Mais uma postagem épica Ulisses! Como disse o Doc no comentário anterior, suas postagens dariam um e-book de respeito, fácil. Cara, o que foi essa Angelica viciada em R-type? Rsrs... Essas capas mostram que nem só de preconceito com os jogos as publicações viviam. O tom parece mais entusiasmado do que qualquer coisa. Que viagem legal pelo tempo... Espero poder acompanhar melhor seus escritos caro Ulisses. Abraço!

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    1. Valeu pela força, Lucas. Essa da Angélica é muito nostálgica, e em geral tem muita coisa impressa falando bem dos games, mas na maioria é em inglês. No Brasil acho que o início dos anos 90 o videogame tomou tamanha dimensão que ninguém mais podia ignorar. Eu fico muito feliz em saber que você gostou, Lucas.
      Obrigado por acompanhar o U-8Bits.

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  4. A reportagem da revista Time em 1993 já anunciava que a industria dos jogos superaria a do cinema, lembro que um dia lá pros idos de 1995 disse isso aqui em casa e todos riram de mim...
    Sua pesquisa e texto estão ótimos, parabéns! :)

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    1. O pessoal ri porque quem não conhece videogame sempre associa a algo infantil e pequeno comercialmente falando. Por outro lado a gente cresceu com a TV falando dos milhões e milhões que cada filme e megaprodução de hollywood custava ao ser lançado. Isso é normal. Muito obrigado, Daniel, é sempre um prazer saber que o pessoal que leu gostou do texto. Abração.

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