sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Zombie Revenge - Dreamcast


Zombie Revenge é um jogo de arcade que foi portado para o Dreamcast. Alguns jogos são muito específicos de um sistema e mesmo quando “rodam” em outros hadwares continuam com a mesma forma, o mesmo espírito que destoa em geral de jogos similares de um console, por exemplo.

Neste caso acontece bem isso. O jogo tem fases curtas, chefes curtos porém não fáceis, isso depende do level que estamos jogando, e possui todo um arsenal de características que são especialmente para pessoas que estão diante de uma máquina imensa e com algumas fichas na mão. Zombie Revenge não possui aquela estrutura mais complexa e que exige uma bunda no sofá para desfrutar dele, não, aqui tudo é rápido, divertido, sub entendido e sem firulas, muito menos alguma densidade, seja de fases, história ou gameplay.





não fica estranho no console, mas com certeza Zombie Revenge possui um sabor de arcade que é inevitável

Ok, em relação ao gameplay ele tem coisas mais trabalhadas, como combos, golpes especiais, carregamentos de tiros e uma boa e divertida variedade de armas brancas, de mão, e militares. A dinâmica do jogo é uma mistura de Resident Evil com Streets of Rage. Ele possui elementos que lembram esses jogos. Os personagens é um "banho" de videogame de ação. Digo isso porque eles são bem estereotipados e mecânicos, do jeito que todo videogame deve ser. Pelo menos os jogos de ação precisam ser assim, já que não precisam de algum tipo de refinamento no argumento.

Temos três agentes. Ah! claro, antes disso, a história do jogo. O governo (sempre ele) é muito prestativo e gosta da sua população, assim como todo governo, ele é bonzinho e devemos acreditar fielmente nele. E na busca por algum tipo de armamento ou sistema de defesa, que consistia em transformar soldados mortos em soldados ativos e imortais, esse governo começou um plano secreto (governos precisam de planos secretos, é mais divertido) para usar mortos para algum tipo de fim ou benefício militar. Alguma coisa deu errado (sério?) e alguém, não se sabe quem, mexeu na porra toda e agora temos uma situação de calamidade pública, com mortos vivos andando pelas ruas e atacando todo mundo em busca de seu cérebro.

Os três agentes que terão a missão de descobrir quem é o cara mau são:

Stick Breitling. O cara alto, bonito (me disseram). É bom de jogar por possuir golpes e socos eficientes.

*em um momento do jogo um cientista fala: -Este lugar vai explodir em 3:00 minutos… e ele responde, -O que aconteceu?

Quer dizer, você está dentro do caos, possui 180 segundos para virar empanado de agente federal, e mesmo assim vai puxar conversa com um cara que foi contaminado e está se transformando em zumbi… o pior é que o japonês faz o mesmo, homens... quando chegamos com a personagem feminina no mesmo local, ela simplesmente cai fora e parte para a ação, a garota foi prática e os caras queriam "discutir a relação zumbi", papeis trocados? E por falar na gostosa...

Linda Rotta. É feminina, gostosa, pouca roupa em cima e um shortinho embaixo, ela é inteligente e forte, além de ágil… mesmo assim ela e o Rikiya, o terceiro agente, são subordinados ao Stick, porque ele é o líder, todo grupo precisa de um líder.

Rikiya Busujima. É um japonês bronzeado e musculoso. Possui voz e atitude de samurai, é o mais nervoso dos três. É um bom personagem mas precisa de um treino extra para dominar seus golpes e seu estilo. É o único que realmente passa a sensação de que estamos na merda dentro de um caos Zumbi, os outros dois possuem uma personalidade mais fraca. Talvez seja porque ele fala em japonês e este idioma possui uma carga dramática bem maior que o inglês que já estamos acostumados a ouvir e possui muitos sons "macios" e não guturais. Pode ser isso.

Se é uma vingança, isso significa que quem atacou primeiro não foram os zumbis, coitados, são apenas soldados que viraram experimento mal sucedido nas mãos de cientistas malucos financiados pelo governo. E será bem divertido descobrir quem começou isso tudo. O jogo possui muitos itens que ampliam a diversão. Quer dizer, jogar e rejogar várias vezes é recomendável, pois com três personagens bem diferentes, com uma variedade de combos próprias de cada um e associada a uma grande quantidade de armas e itens, a diversão se estende facilmente antes que aquela sensação “mais do mesmo” apareça.

A parte sonora é excelente. Seja pelos efeitos sonoros, seja pelas músicas de ambientação de cenas do intervalo de gameplay, indo do humor à tensão ou, claro, as músicas de fundo das fases que usam bastante de música de orquestra e lembra  soundtracks de cinema. O jogo oferece o modo arcade, no qual faz uma recriação do sistema, o modo original, no qual oferece a versão exclusiva do Dreamcast, o modo Boss, para jogar contra os chefões e o modo fighting, para lutar um contra um, tipo um Street Fighter.

Este é um daqueles jogos que premia o jogador que avança. depois da 5ª fase, Zombie Revenge fica bem mais bonito graficamente e apresenta chefões bem mais assustadores e bem feitos, intuitivamente a gente percebe um jogo feito e/ou dividido em duas partes. Uma antes e outra depois a 5ª fase. É como se houvesse um tipo de clímax tanto visual quanto de gameplay.

Tempo é tudo neste jogo, por isso é preciso dominar tanto as armas como os combos para que você não perca um continue. Não tem nada mais brochante que fazer um bom jogo e de repente não conseguir chegar a um ponto dentro do tempo e perder uma vida. Tempo é tão importante quanto munição! E ambos podem ser recarregáveis... isso é videogame! Zombie Revenge é o tipo de jogo para satisfazer que curte técnica e reflexos em um estilo que mistura briga de rua com horror de sobrevivência. Ponto para o Dreamcast.











10 comentários:

  1. A facilidade na adaptação desse jogo para o DC é porque o aparelho foi baseado na placa Naomi e uma fatia grande de seus jogos pararam no Dreamcast. Jogos de zumbis estavam na moda no começo dos anos 2000 e foi um dos games que impulsionaram a venda do Dreamcast nos EUA. Ele é bem feito e recomendado pra quem quiser desbravar o aparelho final da Cegueta.

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    1. Putz, as vezes a gente nem percebe as coisas... passa despercebido mesmo, valeu pela lembrança, Doc. Um trem em uma das fases, traz bem grande a palavra NAOMI na lateral do vagão. Só agora eu percebi.

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  2. Agora que a ficha caiu, o personagem de óculos escuros é a cara do ator Yusaku Matsuda que até fiz uns reviews na Nação Cucamonga.

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    1. Parece mesmo, eu dei uma olhada é verdade. A gente nunca sabe de onde pode vir as inspirações para criação de personagens, mas com certeza o videogame busca muito no cinema, é uma fonte.

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  3. realmente lembra muito residence evil. fiquei impressionado com a loirinha de shortinho e top que enfrenta zumbis.
    nada como um apelo sexual para despertar um jogador.

    abç!

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    1. E o melhor é que jogar com a Linda você pode fazer combos de socos muito bons, embora o manual diga que ela é "ágil e fraca" eu diria que esta personagem é muito bem equilibrada. Abração, Scant.

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  4. Fala Ulisses, eu adoro Dreamcast, mas é um dos consoles que menos joguei na vida! Queria muito jogar alguns jogos dele como esse por exemplo. Adoro jogos assim! Mas nunca consegui ter ele e nem rodar via emulador! Eu sei que Dreamcast tem cada perola para ser desbravada. Eu acho que no Dramcast (ou Saturno!) tem um jogo do Duro de Matar no mesmo estilo e que foi um port do Arcade... eu sou louco para jogar esse game! Adoro os filmes e falam que é o melhor jogo do Duro de Matar para videogames. Um dia quando tiver um PC melhor com certeza vou tentar rodar esse jogo e outros ^^ Ótimo analise Ulisses, shows de bola! Parabéns! Ps. Hoje é Halloween ^^ queria jogar algo assim de Zumbis!

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    1. Halloween? Não sabia, foi coincidência eu postar algo assim, mais "dark" perto da data. Eu também não tive um DC adoro este console, com certeza vou postar muito jogo dele aqui, sabe aquele sonho de adolescente de ter um videogame e não poder comprar? Pois é, por isso quero muito postar DC aqui. Eu já ouvi falar sim do Duro de Matar em consoles mas não lembro se joguei, não lembro mesmo.
      Vou dar uma busca rápida aqui e já volto, só para lembrar...
      ...
      ...
      ...
      Putz, agora lembrei. Foi Die Hard Trilogy do PS1 que joguei mas não zerei. Preciso voltar nele, é bem divertido e ágil. Obrigado pela visita, Ivo.

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  5. Orra, parece legal esse Streets of Evil aí! Olha aí mais um jogo pra eu conhecer no Dreamcast e tentar fugir do título de "seguista de merda" que tenho! hahahahahaha
    Deu a impressão que a mistura foi muito bem feita mesmo, e no fim acabou saindo um jogo de videogame "de verdade" (OK, meio purista da minha parte, mas é a vida) bastante divertido.
    Eu curti muito o post, o jeito que vc contou a história do jogo ficou muito boa, eu rachei o bico aqui com as ironias e sarcasmos! kkkkk
    A descrição dos personagens também ficou boa (disseram)... rs
    Deu até uma vontade de voltar a escrever, usando um formato parecido é claro. Raros são os sites que fazem uma análise mais descontraída assim e ao mesmo tempo informativa. A última vez que escrevi descontraído foi pra ironizar a droga do Sonic Spinball... rs. Mas aí são textos bem diferentes, só estava comparando a escrita menos "robótica" ou "fria" que é o que estamos tão acostumados a ver em sites/blogs, principalmente os grandes ou os que imitam os grandes.
    Ah, e sim, idioma japonês com certeza deve ter influência no "climão" vivenciado no jogo, não que eu tenha visto algo do jogo em si pra afirmar, mas faz todo sentido o que vc disse no texto.
    Muito bom!

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    1. Este é aquele jogo para descontrair mesmo, sem querer se comprometer com muitas e muitas horas de gameplay... é apenas jogar e entender as mecânicas. O DC merecia um jogo assim. O texto muitas vezes sai devido ao calor que o jogo proporciona, Cadu. você que escreve sabe disso. Tem jogos que rendem o que falar, outros é bem mais difícil. É o jogo é a forma como ele nos impacta que define praticamente quase tudo no texto. Eu não consigo formatar e manter um estilo exato em todos os textos. O Sonic Spinball te dá pesadelos até hoje, imagino. Tem jogos que marcam a gente. Sei, lá, o japonês tem muitos sons de erres e kás, ele impõe respeito. Observe que o francês, por exemplo, é cheio de emes e jotas... o famoso "biquinho" deles.
      Que bom te ver por aqui, Cadu. Eu senti sua falta nos comentários. Abração.

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