domingo, 1 de abril de 2018

Ex Zeus - Playstation 2


Ex Zeus - Playstation 2


Intenso. Essa palavra define o jogo. Além de intenso ele é curto, porém muito divertido. Basicamente um jogo com uma altíssima concentração de arcade nele. Um jogo de Playstation 2 que vai exigir de você reflexos e repetição. Em contra partida ele vai oferecer músicas envolventes, cores lindas, muitas cores e um sistema de jogabilidade perfeito. Se não perfeito, muito próximo disso. Ex Zeus possui “mira livre”.

O personagem está solto na tela e atira para frente em perspectiva 3D. Em outras palavras, ele segue o mesmo estilo do famoso Space Harrier ou jogos onde temos um “X” na tela que movemos como se fosse um cursor de mouse. Mira solta na tela ou um personagem solto, ambos os estilos eu detesto. Não é que eu não goste, é que estes jogos vão de encontro com uma limitação minha. Eu sempre tive dificuldade de jogar e mirar em jogos assim, se é no PC com mouse, até tudo bem mas em consoles... é por isso que eu rasgo elogios para Ex Zeus. O game possui uma jogabilidade tão eficiente que até mesmo eu (um hater biologicamente incapaz de jogar o estilo) pude jogar e progredir bem no gameplay. Mas como é possível? Antes de falar dessa delícia eu quero situar o leitor no clima do jogo.




Em 2102 E.C.,um asteroide gigante entra na órbita terrestre...
Antes de continuar, eu achei interessante ver esta nomenclatura de data "E.C" que significa "era comum" descrita no jogo. Pessoalmente prefiro o tradicional d.C. (depois de Cristo), já que ambas as nomenclaturas usam como ponto inicial a mesma referência. Cristo. O que importa é que o termo “era comum” não só não substitui o tradicional como também não explica sua própria definição. Afinal, comum em relação a quê? Ao Cristo? Me parece um exercício inútil de troca de letrinhas. Se o intuito é dar laicidade a escrita. Seu uso falha miseravelmente neste sentido. Eu não sou contra o uso de E.C. desde que ele de fato tenha uma lógica de ser. Portanto os eventos do game aconteceram em 2102 d.C.

Na verdade o asteroide era uma máquina de guerra alienígena que aterrissou e começou a dizimar milhares de humanos. Os que sobreviveram soltaram rumores de que se trata de uma entidade alien chamada “Diadora”. Os humanos fugiram para as profundezas da terra longe da superfície e de imediato o governo preparou um contra-ataque cujo o codinome é Ex Zeus. Uma força de elite que utiliza 3 robôs experimentais para destruir os inimigos da superfície.



A história é bem simples, bem do jeito arcade mesmo, e durante as missões nós vamos lutar em diversos locais. Indo de uma cidade moderna em ruínas (criando um clima apocalíptico) até mesmo debaixo da água, onde enfrentamos um peixe alien que solta rabadas de lasers entre outros ataques. É de fato uma guerra humana mundial.


Retornando a pergunta do início do post. Como é possível a jogabilidade de um jogo deste estilo ser tão boa? O personagem se movimenta com maciez e isso é constante. Jogos de mira/personagem livres muitas vezes possuem acelerações no movimento que me causam enjoos, não aqui. Outro fator são as ferramentas de ataque disponíveis.

Temos o tiro, que é infinito e livre, e temos uma barra de energia que remete a trava de mira. A trava de mira é fantástica porque ao apertar o botão várias vezes ela vai “travando” nos objetos em tela e ao apertar o tiro, eles seguem o caminho da mesma forma que um missel teleguiado. Eu posso atacar coisas em qualquer parte da tela sem necessariamente ficar na frente delas. Isso é ótimo, é lindo, é empolgante e é limitado obviamente. Podemos pegar itens que renovam a barra de energia deste tipo de ataque. Além disso, temos uma segunda barra, que serve para uma função maravilhosa. Ao travar um ponto na mira podemos simplesmente atirar ou... manter o botão de tiro pressionado. Se a barra secundária estiver cheia, soltamos um laser contínuo no inimigo até a barra esvaziar. É uma excelente forma de fazer combos!


Bombas. Elas sempre são bem vindas em jogos de tiro. Aqui temos os famosos especiais que são caros e limitadíssimos. São as superbombas que destroem tudo na tela. Útil principalmente em chefes de fase. Temos o “escudo” que serve como uma gordura antes que nossa energia efetivamente comece a cair. Vários jogos de navinha utilizam de escudos e aqui também de uma forma bem inteligente, o jogo usa estas características dos jogos de navinha clássicos. O escudo também possui uma barra de energia e também pode ser comprado mais entre as fases. Comprar. Eu citei várias vezes isso. Podemos durante as fases pegar dinheiro e itens que renovam nossas habilidades. Mas especialmente entre as transições de fases é que a coisa fica bonita.

Podemos comprar itens para encher a barra de energia de uma habilidade em especial ou comprar bombas ou ainda fazer upgrades. Originalmente nossa energia possui 3 quadradinhos, mas podemos aumentar a capacidade e a carga de energia... desde que, tenhamos dinheiro, que no jogo é o chamado “gold”. A forma como atuamos nestas transições de fase pode definir a vitória do game over. Isso porque temos 3 tipos de robôs para jogar, e cada um deles possui características específicas que remetem aos clássicos jogos de luta onde a mulher é mais fraca porém mais rápida, o principal é balanceado e temos sempre aquele “pesadão” que é forte pra caramba mas é lento e desajeitado.


É disso que eu estou falando quando falo que Ex Zeus é altamente concentrado de um "clima" de arcade, mais até que os arcades tradicionais. Ele pegou vários elementos clássicos e de sucesso de diversos estilos de jogos como luta, briga de rua, navinha etc. e entregou um jogo de tiro de mira/personagem livre sensacional!

As fases são excitantes. Não tem uma palavra que melhor defina. Cores, inimigos variados, efeitos visuais, música, combos, tudo é ao extremo. Você se sente em uma guerra, em um inferno de tiros e ação elevada ao limite.




São raros os momentos que dá para respirar exceto nas transições de tela. É começar a fase e prender a respiração. Na fase da cidade de repente ouve-se um estrondo, raios, relâmpagos iluminando a tela e começa a chover. É difícil o elemento chuva nos games, aqui cai o “mundo de água”. O comportamento dos inimigos lembra jogos ultra clássicos como Galaxian e Galaga. Eles atacam "fazem a curva" e voltam. E nessa volta podemos destruí-los caso já não tenha feito no encontro inicial. O jogador atento vai encontrar muitas dessas referências implícitas, escondidas. Afinal de contas, a única forma de entender uma referência de gameplay é ter jogado antes os clássicos e jogar Ex Zeus. As batalhas com chefes de fase são sempre épicas. Primeiro porque eles são enormes. Além disso são agressivos e possuem um arsenal que faz a tela parecer uma "disco" dos anos 70, com tantos lasers e energias.

O jogo surgiu inicialmente para arcades mas acredito que ele ganhou fama pós Playstation 2. Existe até uma versão para smartphones e Nintendo Wii. Eu não pesquisei a história do jogo no mercado mas imagino que foi bem aceito por ter recebido alguns portes. Eu fico imaginando a sensação de jogar numa máquina arcade real!

O quadrado trava a mira. O círculo é especial e o "X" atira e descarregar o fluxo de laser quando este está preparado. Mas nos combates com os chefes o que usamos muito são os botões de ombro. Eles fazem o robô se jogar para cada um dos lados fazendo fintas e desviando dos ataques. Além de épicas os combates se assemelham a uma dança... viu só como as luzes da disco até que fazem sentido?



Em outras fases temos neve, lutamos dentro do mar, em desfiladeiros onde pedras gigantescas caem rolando pelas laterais, florestas... e sempre neste ritmo acelerado até chegar na base do grande chefão. Essa base te afunila em um túnel cyber tech lotado de inimigos, é uma sensação angustiante. É mais ou menos quando a gente precisava apresentar um trabalho individual na escola e tinha que falar lá na frente, de frente para os colegas e de costas para o quadro negro. Pressão. ExZeus redefine a ideia de pressão em curto espaço de tempo. Como eu disse no início. Um jogo intenso.

7 comentários:

  1. Lembrou bem o REZ do Dreamcast, tem uma perspectiva parecida.

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    1. Tem mesmo, eu tentei REZ e enjoei, talvez algum dia volte nele. Quando fui testar este aqui pensei que fosse enjoar de novo, mas acabei gostando muito de Ex Zeus.
      Valeu, Doc.

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  2. gostei do novo visual do blog.

    vi um gameplay e o jogo parece viciante.

    realmente lembra REZ do Dreamcast.

    excelente post.

    abs!


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    1. Obrigado, Scant. Eu disse isso pro Doc. Pensei que fosse enjoar dele assim como REZ fez, mas foi diferente. Gostei do jogo.
      Valeu, Scant.

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  3. Fala Ulisses! Tô sumido, mas tô por aqui hahahaha XD
    Cara! Que jogo maneiro esse, me lembrou de algum modo o OMEGA BOOST de PS1 que era super maneiro! Esse jogo não conhecia e digo que ADORO jogos de robos assim! Me lembra um pouco também um dos meus jogos prediletos de PS2 o Zone Of The Enders 2 =)
    Shows de bola seu texto! Mais 1 para lista!

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    1. Ahhh! Adorei o visual novo do blog =) Ficou maneirão!

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    2. Eita, sem querer você me deu uma ótima dica, eu não lembrava desse Omega Boost. Tenho a sensação que já vi algum texto sobre ele de algum blog mas é um jogo lindão que eu esqueci. Valeu por lembrar. Obrigado, Ivo, eu dei uma mudada no visual do blog, que bom que gostou.
      Abração, Ivo.

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