quinta-feira, 17 de maio de 2018

Air Raiders - Atari 2600


Air Raiders - Atari 2600


Air Raiders é um simulador de combate em primeira pessoa para o Atari. Qualquer coisa que ouse essa abordagem justamente no limitado console de 1977 já é digno de nota. Será que deu certo? Do ponto de vista técnico. Sim. O jogo ficou excelente. Mas do ponto de vista do entretenimento continuado. Não. E isso foi proposital. Foi uma decisão feita na hora de desenvolver as regras que regem o jogo. Com certeza a Mattel gostou da proposta, tanto que o lançou assim. Eu, como jogador, teria definido regras diferentes para dar uma certa recompensa ao jogador para estimulá-lo a jogar mais e mais. De todo modo. Esse jogo é digno de nota. E os motivos eu falo a seguir.

sábado, 12 de maio de 2018

Charlie Ninja - Arcade


Charlie Ninja - Arcade


Charlie Ninja é um plataforma de arcade que parece uma fusão entre Sunset Riders Metal Slug. Sunset porque possui o aspecto no traço bem no estilo desenho animado e extremamente colorido. Além disso a primeira fase possui um tema faroeste com humor que lembra bastante o clássico da Konami. Aliás, parece até mesmo uma fase "bônus" de Sunset Riders a primeira fase de Charlie Ninja. O jogo possui 5 fases no total e cada uma possui um tema específico (com forte influência da cultura americana) com um chefe de fase específico também. Para não perder a linha de raciocínio de "cópia" ou "inspiração", todos os chefes também aparecem em cartazes do tipo "Wanted" da mesma forma que aparece em Sunset Riders.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dragon´s Lair - Nintendo


Dragon´s Lair - Nintendo


Dragon´s Lair desde o início quis ser diferente e de fato foi. Ele surgiu nos anos 80 com uma nova tecnologia baseada nos discos a laser. As máquinas arcades eram basicamente máquinas de vídeo, que quando o jogador apertava o botão de ação ou movia o comando do arcade para alguma direção, o vídeo respondia emitindo uma outra animação correspondente ao seu comando. É tipo os jogos/filmes interativos do Sega CD, por exemplo.

Os personagens e todo o visual são lindos. Afinal é um filme interativo. Visualmente era algo incrível se comparados aos jogos "de verdade" como Pac-Man que rondavam o mesmo lugar. Entretanto já era considerado difícil. E além disso, diferente. Imagine uma casa cheia de jogos onde os reflexos são o suprassumo dos melhores jogos e de repente aparece um game que também exige reflexos mas de uma forma completamente diferente. Com um tempo completamente diferente e com uma proposta de gameplay completamente diferente... eu já falei "completamente diferente?" Pois é, isso se repetiu com a versão de Nintendo, e parte dos jogadores voltaram a estranhar e não entenderam o game.

Depois de jogar Dragon´s Lair resolvi dar uma olhada na "moral" dele em reviews e textos espalhados por aí. Fiquei decepcionado. Em geral o jogo é tido como ruim e/ou difícil, quando não alvo de piadinhas colocando Dragon´s Lair do Nintendo como uma versão frustrada de uma franquia de sucesso dos arcades dos anos 80.

Pouca gente realmente entendeu o jogo. E quando digo entender, não é falar bem, nada disso. Entender Dragon´s Lair é falar os reais motivos que o fazem ruim e/ou difícil. Eu tive este game quando possuía um Turbo Game CCE. Não lembro como conquistei ele. Acho que foi por troca. Mas enfim. Na época todo mundo já estigmatizava o game como um jogo esquisitão. Mas ruim ou com defeitos, jamais.

sábado, 28 de abril de 2018

Final Fight - Arcade


Final Fight - Arcade


A política que imperava nos arcades de ação dos anos 80 era a mesma que dirigia filmes e séries da época. Tolerância zero. Até porque bandidos geralmente não apreciam o diálogo e a negociação, exceto os do alto escalão das esferas de poder. Porque isso é um meio de se obter mais... poder. Mas contrariando a regra que imperava em Metro City, o resultado das últimas eleições trouxe ao cargo um prefeito diferente. Mike Haggar. Um prefeito durão que declarou guerra ao crime generalizado daquela metrópole, que estava perdida em caos e violência "em algum lugar dos anos 90". A resposta foi imediata. Os criminosos raptaram Jessica, filha de Haggar. O que eles não sabiam era que ela tinha um pai, um namorado e um amigo, todos peritos em artes marciais. E todos eles, dispostos a ir "pro pau" para resgatá-la. Existiam dois caminhos. Um deles era pagar o resgate e se "filiar" a organização assim como era com o antigo prefeito. O outro caminho era desconsiderar as ameaças e partir pra cima deles destruindo tudo. Se Final Fight virou uma placa de arcade é porque eles escolheram a segunda opção.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Caliber .50 - Mega Drive


Caliber .50 - Mega Drive


Em Caliber .50 um soldado americano que foi raptado em 1972 na guerra do Vietnam, após sua aeronave ser abatida, consegue fugir. E a ação se desenvolve nesta fuga que ocorre, pasmem, 20 anos após a sua prisão. Portanto em 1992. No arcade (o jogo é um port) existe uma animação de um helicóptero americano tentando um resgate, que também é abatido, e na confusão o soldado preso consegue escapar. Toda a ação ocorre no Vietnam, mais precisamente na famosa Ho Chi Minh Trail. Uma trilha que existia antes da guerra, mas que durante os combates foi um fator fundamental para abastecer as tropas e dar apoio logístico as forças do norte apoiadas pelo lado comunista, China e União Soviética.

O jogo é baseado na guerra do Vietnam e reconstrói aspectos da fauna e flora do local com foco nesta famosa trilha. O jogo possui um senso de humor típico dos arcades onde, por exemplo, passamos por galinhas e outros bichos domesticados durante o tiroteio da fuga. Nosso herói, o americano, precisa fugir deste local indo em direção ao sul, eu presumo, já que o sul era a parte apoiada pelos americanos. O que eu não entendo é este espaço de tempo de 20 anos.

O jogo é de 1991, o original nos arcades saiu em 1989. É claro que Caliber .50 teve influência da trilogia Rambo (Rambo "1982" - Rambo 2 "1985" - Rambo 3 "1988"), inclusive a arte do cartucho do Genesis traz o personagem com a característica faixa vermelha na cabeça, além disso a questão de usar helicópteros para resgate do personagem é algo que remete a trilogia também. Se bem que no filme, Rambo é traído e aqui no arcade o herói se aproveitou da tentativa de resgate frustrada para conseguir fugir. No Mega Drive toda e qualquer animação sobre isso desaparece, é um jogo "puro" sem os detalhes do original.


sábado, 14 de abril de 2018

Evolution - ColecoVision


Evolution - ColecoVision


Esse jogo tem uma ideia que foi desenvolvida com um formato que lembra ao de um livro infanto-juvenil, tipo aqueles da série vaga-lume. Ao jogar a gente sente o clima de aventura que Evolution propõe. Mas é uma aventura diferente dos jogos modernos de Master System ou Nintendo porque ele é um jogo de 1983, e ao mesmo tempo ele não foca em somar pontos como o objetivo principal. É um jogo que é parte um jogo de fases e parte um jogo de pontuação. Existe um equilíbrio muito bem feito entre as duas propostas. Geralmente quando algo tenta ser uma coisa e outra ao mesmo tempo, ele falha miseravelmente em ambas. Evolution passou no teste. É divertido, possui fases, soma pontos e convence. Mas isso não significa que ele seja excelente.


terça-feira, 3 de abril de 2018

Pulirula - Arcade



Pulirula - Arcade


Pulirula é um jogo de arcade, é beat ´n up, é da publicadora Taito, consagrada por Space Invaders que é um grande ícone de máquinas "papa fichas" com rendimentos astronômicos em sua época, e mesmo assim, Pulirula não foi feito para ganhar dinheiro. A sensação que eu tenho é que ele foi tipo um jogo de arcade “rebelde” por apresentar apenas uma ideia (ou um amontoado confuso delas), sem nenhuma pretensão de mercado. Eu digo isso porque com apenas uma ficha é possível terminá-lo.

Mesmo o jogador que nunca teve contato com ele, se já estiver acostumado com jogos arcades, vai comprar umas 5 fichas e zerar sem dificuldades. Aliado a isso o fator replay de Pulirula é perto de zero. Imagine só em pleno 1991 você escolher rejogar este, investindo mais uma ficha, ao invés de tantos outros clássicos que precisamente ao seu lado, abarrotavam os já apertados estabelecimentos de jogos no Japão daquela época.

O leitor poderia pensar. Talvez seja um game focado no público infantil então, por isso a facilidade... bem, acredite, este jogo não foi feito para crianças.


domingo, 1 de abril de 2018

Ex Zeus - Playstation 2


Ex Zeus - Playstation 2


Intenso. Essa palavra define o jogo. Além de intenso ele é curto, porém muito divertido. Basicamente um jogo com uma altíssima concentração de arcade nele. Um jogo de Playstation 2 que vai exigir de você reflexos e repetição. Em contra partida ele vai oferecer músicas envolventes, cores lindas, muitas cores e um sistema de jogabilidade perfeito. Se não perfeito, muito próximo disso. Ex Zeus possui “mira livre”.

O personagem está solto na tela e atira para frente em perspectiva 3D. Em outras palavras, ele segue o mesmo estilo do famoso Space Harrier ou jogos onde temos um “X” na tela que movemos como se fosse um cursor de mouse. Mira solta na tela ou um personagem solto, ambos os estilos eu detesto. Não é que eu não goste, é que estes jogos vão de encontro com uma limitação minha. Eu sempre tive dificuldade de jogar e mirar em jogos assim, se é no PC com mouse, até tudo bem mas em consoles... é por isso que eu rasgo elogios para Ex Zeus. O game possui uma jogabilidade tão eficiente que até mesmo eu (um hater biologicamente incapaz de jogar o estilo) pude jogar e progredir bem no gameplay. Mas como é possível? Antes de falar dessa delícia eu quero situar o leitor no clima do jogo.