Wendy: Game Boy Color


Esse jogo faz jus ao color do Game Boy Color. Além de muito bonito lembrando desenho animado com vários personagens, as cores foram usadas ao máximo para extrair o que o portátil tem de melhor neste quesito.

Eu suspeito que de fato Wendy seja um desenho animado mas não fui buscar esta informação, o jogo é o que importa. Wendy em sua casa vai a um quarto parecido com aquele quartinho de dispensa que temos um monte de coisas entulhadas, e neste quarto ele abre um baú, de dentro do baú saem algumas pedras verdes mágicas que rapidamente sobem ao céu e encontram lá em cima um castelo “flutuante” que ao ter as pedras dentro dele o mesmo começa a descer… e descer até cair no quintal de Wendy. Supondo que Wendy é um bruxinho essas pedras devem ter algum valor mágico para ele, e Wendy precisa agora entrar neste castelo e resgatar as pedras em 4 fases com 3 subfases cada, totalizando 12 cenários de ação.

O jogo é formatado no sistema plataforma/puzzle, onde temos cenários com alguns elementos de labirinto e muitos figurantes para serem destruídos. Aqui nós temos exatamente o que “Felix The Cat” para Game Boy não trouxe, isto é, apesar de ser um jogo fácil o mesmo nos dá a opção do “hard” e de uma fase chamada “Advance World”.










Neste nível jogamos em uma fase totalmente inédita com 3 níveis e ao terminá-la recebemos um password para jogar em modo normal mas com a vantagem de ter um tiro/magia já com upgrade alto. Wendy funciona assim.

Um botão solta magias o outro é o pulo. Temos estrelas que resgatamos e isso aumenta o nosso poder de magia. Indo das magias simples, um sentido reto, até o tiro em 3 direções e culminando com um tiro em 3 direções em forma de “gota torta”, é exatamente como a magia do Guile, só que em 3 partes e saindo para frente em 3 direções.

Além disso Wendy possui um comando que faz ele trocar o chão pelo teto anulando a gravidade. Portanto o jogo todo é baseado nesta habilidade e podemos andar no piso ou no teto a qualquer momento e em qualquer situação. É claro que coisas como espinhos em todo lugar e inimigos em pontos estratégicos vão aparecer dentro do level design das fases, em outras palavras, esta habilidade é mais um reforço do desafio em si do que algo que facilite o jogo.

Mas foi um implemento muito legal. O objetivo é sair de um ponto da tela e chegar ao outro onde uma das pedras verdes mágicas se encontra em um tipo de pedestal. E temos que fazer isso 12 vezes! Cada fase possui um tema, tanto músicas como cenários são muito bem feitos e bem coloridos como mencionei no início.

Coisas como uma bela animação ao destruir um oponente já demonstra que o jogo foi feito com qualidade. A gravidade não tem vez por aqui, e o mais legal é que quando Wendy alterna entre chão/teto, outros elementos de tela se alternam simultaneamente.

Não é apenas um recurso de posição em tela, pelo contrário, mudar de lado afeta diretamente o comportamento de outros personagens. Um exemplo é um deles em forma de porco, que está equipado com lança e escudo, mesmo com as magias não podemos destruí-lo, mas ao alternar para o teto, o mesmo também é “sugado” para cima, só que como ele não está preparado para este movimento, ele fica todo tonto e abre sua defesa neste momento e aí sim podemos destruí-lo. Isso também se repete com rochas que acompanham nosso movimento pelo ar, todo o jogo é baseado nesta habilidade, facilitando e dificultando dependendo da situação.

A primeira vista Wendy pode afastar os marmanjos porque tem um tom bem infantil mas eu garanto que a beleza de se jogar está no fator desafio que o jogo propõe e mesmo com um tema que não chega a ser sério como um Batman ou humorístico como Battletoads ou até mesmo neutro como Mega Man, mesmo assim, vale a pena dar uma conferida.

Comentários

  1. acho que vi um desenho do gasparzinho com ela.

    https://www.youtube.com/watch?v=YhGMHBcmhsw

    Realmente é um personagem atualmente bem obscuro.

    abç!

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    1. Valeu Scant! E eu pensando se era menino ou menina, então é uma bruxinha! Pelo jogo fica difícil saber ao certo. :)

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    2. gostei do layout novo. facilita a leitura. abç!

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  2. Eu joguei recentemente, inclusive zerei em live Ulisses, ótimo passatempo e o esquema de jogo lembra (guardadas as devidas proporções) Metal Storm do NES.

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    1. Opa, tenho saudades das lives LGD, no momento estou sem internet em casa por isso não apareci mais em lives, valeu mesmo!
      Metal Storm? Bem lembrado, devido as mecânicas né? É isso mesmo!
      Abração!

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  3. bonito esse jogo pra um gbc, queria ver no gameboy. Interessante esse game design aí. Boa dica!

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    1. Foi tudo muito bem feito Sílvio, acabamento nota 10 para o design.
      Obrigado pela visita!

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  4. Esse jogo é bem falado, principalmente pelos detalhes cartunescos, um dia quando me focar no GBC é certo que jogue. Boa parte da sua biblioteca soube aproveitar os recursos do aparelho sem ficar preso ao velho GB tijolo (que muitas vezes trazia coisas assim).

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    1. Eu apesar de ter jogado bastante coisas do GBC nunca tinha visto esse Wendy, Doc, as vezes alguns games passam despercebidos por mim.
      Realmente, o pessoal fez um ótimo trabalho na questão gráfica, dá gosto de jogar!
      Grande abraço Doc!

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  5. Se entendi bem, este jogo tem um "Q" de VVVVVV (na verdade o contrário, considerando a ordem cronológica), é isso? Vc muda a gravidade ao invés de pular. Eu gosto deste tipo de jogo que é plataforma com quebra cabeças, acho que vc deve ter lido isso no meu blog (post de jogos jogados ano passado tinha uma pá desses, caso não lembre). Já vou enfiar no backlog, mesmo com a historinha cliché (quem liga pra isso, né? hahaha). Gostei das cores também, levaram a sério o Color do GBC! \o/
    Muito bom!

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    1. Mas o lance é outro Cadu, você muda a gravidade mas pula também! O movimento é estranho para falar com palavras mas por exemplo. É possível pular, e na metade do caminho, trocar a gravidade, logo você sobe até a metade pulando, e a outra metade você é "sugado" para o teto por causa da inversão. Pulo e gravidade estão ativos neste jogo.
      Abração Cadu!

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