Arcadia: Arcade



Observação:
a quantidade de fichas usadas no jogo para confecção deste post será mantida em sigilo para preservar a autoestima do autor.

Embora eu tenha feito essa brincadeira aí na observação do texto, uma coisa é verdade, depois de muito tempo sem jogar um navinha eu percebi o quanto a gente enferruja e pode voltar a melhorar com um breve treino.

Arcadia é excelente neste aspecto. Eu não conhecia o jogo e como sabia do tempo que estava sem encarar um navinha de arcade e ciente das minhas habilidades básicas neste estilo de jogo, é claro que eu já estava mentalmente preparado para ser retalhado sem dó pela máquina emuladora.

Mas em Arcadia eu dei sorte. Arcadia é um jogo feito exatamente para pessoas que não jogam bem e precisam treinar um navinha mais fácil para encarar jogos mais vingativos e desumanos.

Veja bem, mais fácil é um termo muito relativo pois estamos dentro de um gênero bullet hell. Arcadia é tenso, mas é um tenso baixos teores, e com algum breve treino até mesmo os mais avessos a este tipo de gênero jogam bem.

Um jogo feito para aprender a gostar de navinha, e no meu caso, como eu sempre amei este estilo, apesar de não ser muito bom nele, também serve para entreter sem cair em tédio. Já que um navinha fácil é tão útil quanto um guarda chuva de papel. 

Você só não vai gostar de Arcadia se você for realmente um devorador de navinhas e com destreza de boa a excelente nos títulos mais famosos. Aí talvez ele acabe se saindo um pouco genérico ou pouco desafiador. Mas só neste caso.

O jogo não possui texto, é tudo subentendido pelas imagens. Logo no início, estamos sobrevoando uma cidade futurista. Estas cidades não estão mais na Terra, são cidades “flutuantes” que vagam o espaço sem rumo certo. É como se a cidade inteira fosse uma gigantesca bacia de gente perdida no Cosmos. Uma cidade artificial.

Nesta cidade um robô gigante/nave espacial, do nada corta um prédio ao meio, é um corte tão límpido e “natural” que a impressão é que o prédio fosse uma melancia gigante que estava sendo dividida ao meio e não concreto armado!








O chefe final sai por de trás deste prédio e foge, este ritmo de busca e caça percorre todas as 8 fases do jogo para enfim na última termos o encontro final. Aliás em todo final de fase alcançamos este robô/ninja/nave gigante que “absorve” algum tipo de exoesqueleto para ficar maior e lutar na fase em questão, isso se repete, com variações, até a última fase.

Se jogar de dois o segundo player é uma mulher, infelizmente eu não consegui selecionar entre um e outro jogador, acho que o primeiro a por a ficha vai de nave vermelha masculina mesmo, ficando a nave azul para a garota.

Um botão atira e o outro é o especial. Não existe uma grande variação de tiros ou mecânicas de poder e armas, mas os tiros que temos são muito bem feitos, eficientes e a todo momento temos a chace de recuperar especiais e tiros melhores.

Este aspecto de recuperação é um dos fatores que fazem Arcadia um navinha para começar no gênero, um excelente jogo para quem não sabe por onde começar a treinar sem passar raiva diante de chuvas descontroladas de inimigos.

Outro fator legal em Arcadia é que ele tem uma boa riqueza de padrões de ataques dos oponentes, tiros circulares, emboscadas, tiros lentos e velozes… tem de tudo um pouco que o jogador vai achar nos mais afamados do gênero. Arcadia é enfim um jogo de entrada. E desempenha esta função muito bem.

Destaque vai para o som que tem uma forte influência de baterias e em algumas situações ocorrem simplificações sonoras nitidamente com o objetivo de fazer homenagem a games como Galaga ou outros desta era inicial.

O jogo é da NMK com data de 1994… NMK eu de cabeça não lembro desta empresa, taí um jogo sob medida para o Super Nintendo, por exemplo, estou especulando… ficaria bom e o console daria conta com certeza.

Eu não sei qual foi a intenção ou a referência do título do jogo, mas pensando bem até que combinou. Que nome poderia ter um navinha de arcade que fosse como uma espécie de jogo tutorial, quase um livro “didático” para aprender o gênero?
Arcadia/Arcade… é claro.

Um aspecto que eu volto a frisar que me chamou atenção é para a crítica que os japoneses fazem ao nosso futuro, com os games. Sempre temos ou uma Terra devastada por um clima pós apocalíptico com cidades em ruínas ou, como em Arcadia, os humanos vivem como vagabundos (no sentido de vagar sem destino) espaciais por não possuírem mais sua terra natal para viver. 

Se você quer um navinha para treinar e ao mesmo tempo que seja bom e desafiador, respeitando o jogador sem tratá-lo como “café com leite”, Arcadia é a minha dica.

Comentários

  1. Jogo de navinha é bem complicado, uns são difíceis pelo controle e lentidão da nave tipo em Gradius, outros poluem a tela pra confundir.

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    1. Sem dúvidas Doc, eu amo mas confesso que tenho dificuldade com este gênero.
      Valeu Doc!

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  2. “a quantidade de fichas usadas no jogo para confecção deste post será mantida em sigilo para preservar a autoestima do autor.”
    HAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAUAHUAHUAHUA

    E pensar que eu escrevi um post sobre um jogo de Arcade e revelei a quantidade de fichas gastas. Aliás, tento sempre lembrar de colocar na minha lista de jogos terminados, pra depois eu bater meus próprios recordes, e dane-se quem acha que só termina jogo quem usa até X ou Y fichas.

    Gostei da dica desse jogo de Arcadia, o Arcade. Não, pera.
    Enfim, parece legal o jogo, especialmente para um “café com leite” em jogos de navinha que nem eu! hahahaha

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    1. Vai nessa Cadu! Eu também não sou um perito no gênero mas vale a pena!
      Falou!

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  3. a quantidade de fichas usadas no jogo para confecção deste post será mantida em sigilo para preservar a autoestima do autor.”

    Eu me encaixo aqui hahahaa! Eu sou péssimo em jogos de navinha, apesar de amar jogar eles. Principalmente dos de SNES. Nunca tinha jogado ou conhecido esse game e achei interessante pelo fato de você falar que ele é "fácil" para os não habilidosos nesse gênero, vou colocar na minha listinha de fim de semana jogar com certeza.

    Parte que achei interessante foi essa: "O jogo não possui texto, é tudo subentendido pelas imagens. Logo no início, estamos sobrevoando uma cidade futurista."
    Sinto falta de jogos assim, que você dá o Start e começa sem saber oque é, onde vai e como fazer hahahaha XD E isso ajuda ainda mais com o pouco tempo que tenho para jogar.

    Adorei a dica Ulisses e pode ter certeza que vou jogar, espero que consiga terminar. Um jogo que tento jogar até hoje não consigo fechar é o Phanlanx de Snes, um jogo de navinha de Snes que sempre gostei e nunca FECHEI hahahahaha XD Se tiver oportunidade jogue ^^
    Valeu Ulisses, grande Abraço!
    Ivo

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    1. Jogue sim Ivo, muito bom o navinha.
      Valeu a dica Ivo, vou tentar este game que ficou mais famoso pela label do que pelo jogo em si kkkkkkk.
      Obrigado por comentar!

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